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O Palácio D. Manuel, em Évora, monumento nacional desde 1910, vai entrar em obras para passar a receber um centro interpretativo e um espaço de acolhimento a turistas, num investimento de 1,2 milhões de euros.

"Está tudo encaminhado" para o início da requalificação que torne o palácio "um ponto de atratividade e de divulgação da cidade, mas também de acolhimento aos turistas", afirmou hoje à agência Lusa o presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá.

 

O autarca indicou que o processo administrativo "está numa fase já mais avançada", adiantando que o contrato com o empreiteiro, já aprovado em reunião pública de câmara, "vai seguir para o Tribunal de Contas".

 

A intervenção vai ser feita "a todos os níveis, desde o telhado às janelas, aos chamados vãos e no seu interior", precisou, revelando que o palácio terá uma nova entrada na Praça 1.º de Maio para "ser utilizado independentemente do jardim público".

 

Pinto de Sá realçou que as obras vão permitir criar condições para que o edifício possa "continuar a suportar reuniões, encontros e conferências", mas também "para poder ir mais longe", nomeadamente como centro interpretativo e espaço de acolhimento de turistas.

 

A ideia, segundo o presidente do município, passa por criar um local onde "os turistas poderão ter uma informação sobre a história da cidade e algumas sugestões de visita", constituindo-se, assim, como centro interpretativo e de acolhimento ao turista.

 

"Não queremos que seja só para Évora. Queremos que os concelhos do distrito possam eles próprios também fazer a divulgação das suas propostas turísticas", aproveitando uma zona da cidade por onde passam "cerca de 300 mil turistas por ano", referiu.

 

O autarca defendeu a existência de uma cooperação entre os municípios do distrito de Évora que "permita que os turistas possam ficar mais tempo" na região e que "possam ir a outros pontos de interesse".

 

A requalificação do Palácio D. Manuel resulta de uma parceria do município com a Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC) e envolve um investimento de 1,2 milhões de euros, com apoio de fundos comunitários.

 

A construção do Palácio D. Manuel, atualmente com vocação cultural, terá arrancado no século XIV, data em que terá começado a ser residência e Paço Real.

 

O edifício enquadrava-se, então, num complexo único que englobava o Convento, a Igreja de Francisco e o Paço Real.

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