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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O investimento de empresas portuguesas em Angola está “bem enquadrado”, pelo que terá de se começar a trabalhar a fundo para que os resultados possam começar a aparecer, defendeu hoje à agência Lusa, em Luanda, o presidente da AICEP.

Segundo Luís Castro Henriques, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) tem estado a acompanhar o desenvolvimento das relações económicas e empresariais, nomeadamente depois de Luanda ter feito importantes ajustes na legislação, destacando, entre eles as leis da Concorrência e do Investimento.

 

“O enquadramento base está. A Lei da Concorrência e a Lei do investimento foram desenvolvimentos muito positivos e a própria AICEP fez acções de divulgação junto das empresas [portuguesas]. Por outro lado, no caso específico de Portugal, o acordo para evitar a dupla tributação também é um marco muito relevante do bom relacionamento e da interoperacionalidade entre os dois países”, argumentou.

 

“Esse enquadramento está lá. Agora, como é óbvio, há aqui muitos desenvolvimentos a fazer a nível das cadeias de valor da diversificação, o que implica que haja toda uma cadeia de valor que possa funcionar. Em Angola, mesmo no sector agro-alimentar, isso terá de ser um processo gradual, pois não acontece de um dia para o outro. A solução é começar a trabalhar para que os resultados possam começar a aparecer”, acrescentou.

 

O presidente da AICEP esteve em Angola a acompanhar 12 empresas portuguesas no quadro de uma missão de avaliação a oportunidades de investimento na província angolana de Malanje, salientando ser o quarto ‘roadshow’ feito no país desde Agosto de 2018, depois de idênticas iniciativas em Benguela, Huíla, Huambo.

 

Segundo Castro Henriques, as missões permitiram a empresas portuguesas irem ao encontro das áreas prioritárias, destacando um sector transversal a todas as missões, o agro-alimentar, e os das infraestruturas e equipamentos industriais e energéticos.

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