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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

As ameaças ao ambiente de negócios e o nível de endividamento remunerado ainda elevado tornam o aumento dos riscos estratégico e económico das empresas não financeiras nacionais ainda mais preocupante, com tendências desfavoráveis para 2019 e 2020.

Apesar do agravamento dos riscos estratégico e económico em 2018, o volume de negócios das empresas não financeiras portuguesas teve um aumento de 9,1 por cento, enquanto as exportações de bens e serviços crescerem 7,5 por cento para 65.712 milhões de euros, com um ligeiro decréscimo na taxa de exportação de 20,3 por cento para 20 por cento. Contudo, as crescentes ameaças ao ambiente de negócios ensombram o desempenho de 2018 e afetam os riscos financeiro e de tesouraria das empresas que, apesar das melhorias alcançadas em 2018, estão ainda em níveis vulneráveis.   

Segundo o “Panorama Empresarial 2018/2017” divulgado pela Iberinform, o tecido empresarial nacional teve um aumento de 15,4 por cento em 2018, traduzido em mais 39.619 empresas para um total de 297.158. Comparativamente com 2017, o volume de negócios das empresas não financeiras cresceu em mais 27 mil milhões de euros para 327.875 milhões de euros. 

O emprego teve um aumento de 9,2 por cento, correspondente a 216.207 novos empregos, num total de 2.577.248 pessoas empregadas, das quais 11.876 ligadas a atividades de Investigação & Desenvolvimento, menos 1,6 por cento que no ano anterior.   

O valor com fornecedores aumentou 9,3 por cento para 253.166 milhões de euros, com as importações a crescerem 7,7 por cento para 57.997 milhões de euros. Contudo, a taxa de importação diminuiu de 23,1 por cento para 22,7 por cento. 

O resultado económico bruto das empresas elevou-se 4,6 por cento para 34.917 milhões de euros, com os custos de financiamento a diminuírem 14,3 por cento (1.052 milhões de euros) para um total de 6.318 milhões de euros. A margem de segurança financeira das empresas aumentou 10,8 por cento para 42.744 milhões de euros. Em 2018, o imposto sobre o rendimento das empresas cresceu 9,7 por cento para 4.495 milhões de euros, enquanto os resultados líquidos de impostos aumentaram 9,1 por cento para 22.886 milhões de euros.

O estudo da Iberinform revela que o investimento total cresceu 4 por cento para 488.660 milhões euros, com um incremento de 2,8 por cento no investimento económico e de 5,7 por cento no investimento financeiro. O capital próprio das empresas não financeiras aumentou 10,7 por cento para um total de 184.560 milhões de euros. 

A análise da Iberinform evidencia uma diminuição da produtividade para 1,71 Euros de valor acrescentado por cada euro de valor de empregado (-2,9 por cento) e a redução da taxa de margem de segurança económica de 9,4 por cento para 8,5 por cento. Com uma quebra superior a 8,5 por cento do volume de negócios, o resultado líquido das empresas seria negativo com aumento do risco económico. A rendibilidade económica líquida diminuiu de 7,4 por cento para 7 por cento e, em termos brutos, de 11,1 por cento para 10,6 por cento. Em 2018 houve uma diminuição do risco financeiro, mas o nível de endividamento remunerado manteve-se elevado, acima dos limites de risco mais favoráveis.

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