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CABEÇALHO

A Delta quer 0% plásticos, 0% micro-plásticos e 0% alumínio nas cápsulas de café. Biodegradáveis, feitas à base de milho, cana de açúcar e mandioca. E empresa vai transformar, no Largo do Intendente, borras de café em cogumelos, e, nos Açores, vai plantar café para acompanhar o leite produzido pelas vacas açorianas. Esta é visão para o desenvolvimento sustentável da empresa do Grupo Nabeiro.

0% plásticos, 0% micro-plásticos e 0% alumínio. A nova cápsula de café da Delta feita à base de cana-de-açúcar, mandioca e milho, material de base biológica e vegetal, insere-se na política de sustentabilidade da empresa do Grupo Nabeiro apresentada ontem, na Estufa Fria, em Lisboa e que contou com as presenças do primeiro-ministro, António Costa, e do ministro-Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira.

 

100% orgânica, a Delta Q eQo, desenvolvida no Centro de Inovação do Grupo Nabeiro — Diverge, em conjunto com parceiros externos e centros de investigação nacionais, tem prevista entrada no mercado no 2.º semestre de 2019. A embalagem é feita em cartão totalmente reciclável.

 

O café será de “origem biológica” e “queremos assumir um compromisso de em 2025 ter 100% das nossas cápsulas já neste formato biodegradável”, anunciou Rui Miguel Nabeiro, presidente da Delta e administrador do Grupo Nabeiro.

 

“Hoje a inovação valerá entre 6% a 7% da nossa faturação. É o motor do nosso crescimento, a sustentabilidade faz parte de quem nós somos", salientou, esquivando-se às questões sobre o investimento feito.

 

Dentro da política de desenvolvimento sustentável, a multinacional portuguesa com sede em Campo Maior apresentou ainda o resultado da parceria com a 'startup' NÃM, do belga Natan Jacquemin, num processo inovador de transformação de borras de café em cogumelos.

 

Nascerá no Largo do Intendente, em Lisboa, “que era outra coisa bastante diferente” há uns anos, sendo o aproveitamento das borras de café e sua transformação em cogumelos apontado como um “exemplo extraordinário de economia circular”, conforme relembrou o primeiro-ministro.

 

Café produzido na terra em que a vaca manda

 

Para a além do leite (e algum chá), poderá ser possível, em breve, beber café made in Açores. Rui Miguel Nabeiro, administrador do Grupo Nabeiro, anunciou a celebração de um protocolo de cooperação com a Associação de Produtores Açorianos de Café (APAC) para apoiar em todas as fases de produção de café: da introdução de novas variedades de café competitivas e economicamente viáveis, passando pelo aconselhamento técnico e pelo apoio na comercialização, até à elaboração de um plano estratégico para toda a cadeia produtiva do café.

 

A ideia surgiu depois de duas missões no terreno para averiguar da capacidade de produção de café no arquipélago. O objetivo, traçado para os próximos 15 anos, tem como alvo 500 produtores de café e passa por promover um sector socioeconómico rentável e produzir com sucesso o único café da Europa.

 

Os Açores produzem cerca de “9 toneladas [de café], sobretudo para consumo doméstico, através de 20 a 30 produtores”, informou Rui Miguel Nabeiro que garantiu ainda ser “possível fazer produção em massa”, embora não tenha adiantado um prazo para comercialização do café, nem a quantidade exigida.

 

“Vai ser seguramente um grande compromisso para a sustentabilidade futura da região dos Açores”, que não pode assentar exclusivamente na monocultura da vaca leiteira, sublinhou António Costa

 

Por fim, o grupo Nabeiro quer até 2025 garantir que a totalidade da sua frota automóvel comercial será composta por veículos elétricos, números que hoje se situam nos 20%, sendo que em Lisboa é totalmente elétrica.

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