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Startup da área do Direito quer reforçar presença em França e entrar no mercado espanhol. Ronda de financiamento contou com participação da Portugal Ventures e de um fundo francês.

A plataforma luso-francesa LegalVision, que liga advogados a clientes de empresas de pequena e média dimensão, concluiu nas últimas semanas a ronda de investimento de 3 milhões de euros em série A. O reforço da presença no mercado francês e a entrada em Espanha são os principais objetivos desta operação.

 

A sociedade de capital de risco pública Portugal Ventures e um fundo de capital de risco francês foram os investidores nesta operação. Fundada em 2015, a LegalVision já arrecadou um total de 5 milhões de euros de financiamento externo.

 

Em agosto de 2019, esta startup ambicionava concluir a sua série A em fevereiro deste ano e arrecadar quatro milhões de euros, conforme escreveu o Dinheiro Vivo na altura.

 

"Esta ronda irá permitir-nos continuar a crescer no mercado francês, consolidando a nossa posição atual e ganhando mais quota de mercado, mas o foco será efetivamente na expansão para o mercado espanhol onde procuremos demonstrar a escalabilidade da nossa solução. Após esta etapa em Espanha, procuraremos avançar para outras rondas de capital no sentido de termos meios capazes de replicar e expandir o negócio para outros mercados, como o Reino Unido, Alemanha e Itália", destaca Gonçalo Alves, citado em comunicado de imprensa enviado ao Dinheiro Vivo.

Esta plataforma nasceu com o propósito de resolver o problema da esmagadora maioria das empresas, freelancers e empresários em nome individual: falta de orçamento para ter um advogado a trabalhar em permanência.

 

Atualmente, a LegalVision conta com um software que gere processos jurídicos e automatiza a toda a documentação jurídica, de forma adaptada a cada gabinete de advocacia. Isto inclui a recolha, validação e garantia de informação necessária em cada processo jurídico. É igualmente possível usar a assinatura digital em qualquer ato através desta plataforma.

 

É a primeira vez que a Portugal Ventures numa startup da área do Direito. "Esta solução contribui para a sustentabilidade e para a digitalização de um setor que reclama, com urgência, a aplicação de soluções tecnológicas na gestão processual do seu dia-a-dia. Esta equipa tem profundo conhecimento no setor e gere já uma carteira de clientes sólida, que valida as suas vantagens competitivas e representa uma excelente base de referência para o seu crescimento futuro", assinala Rui Ferreira, vice-presidente da Portugal Ventures.

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