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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A Comissão Europeia divulga na terça-feira as Previsões Económicas da Primavera, com base nas quais, e em conjunto com a análise aos Programas de Estabilidade e Convergência submetidos pelos Estados-membros, emitirá este mês as recomendações específicas por país.

Nas anteriores projeções de inverno, divulgadas em fevereiro, o executivo comunitário reviu em baixa as previsões de crescimento da economia da zona euro até 2020 e reconhecia que o abrandamento poderia ser ainda mais pronunciado devido ao "elevado grau de incerteza" no panorama económico global, ficando-se hoje a saber se Bruxelas está ou não mais pessimista.

 

Em fevereiro, a Comissão estimava que o Produto Interno Bruto (PIB) na zona euro progredisse 1,3% este ano e 1,6% em 2020, quando nas projeções de outono (divulgadas em novembro), antecipava valores de 1,9% e 1,7%, respetivamente.

 

Para Portugal, o executivo comunitário também procedeu em fevereiro passado a uma revisão em baixa do crescimento económico, estimando uma expansão de 1,7% para 2019 (contra 1,8% das anteriores projeções), e abaixo da estimativa de 2,2% do Governo, que, entretanto, no Programa de Estabilidade para 2019-2023, apresentado em 15 de abril passado, também reviu em baixa as suas próprias projeções, prevendo agora um crescimento de 1,9%.

 

No seu Programa de Estabilidade, o Governo manteve, todavia, a meta de défice de 0,2% do PIB para este ano e prevê um excedente para 2020, conhecendo-se na terça-feira se as projeções da Comissão estão alinhadas com as do executivo português.

 

As anteriores previsões de inverno, apenas "intercalares", contemplavam o crescimento do PIB e a inflação, já que só os exercícios da primavera e outono da Comissão Europeia constituem previsões macroeconómicas completas.

 

As projeções serão apresentadas na sede da Comissão Europeia, em Bruxelas, pelo comissário dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, que ainda este mês estará de regresso ao mesmo "palco" para apresentar as recomendações específicas por país, que constituem as orientações de política orçamental para aplicação pelos Estados-membros emitidas por Bruxelas depois de analisados os programas de estabilidade (para os países da zona euro) e de convergência (para os restantes), e com base nas mais recentes projeções macroeconómicas, no caso estas previsões da primavera.

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