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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

ICEP, IDC, DPD e Claranet alinharam conquistas e fragilidades do percurso digital das empresas portuguesas, no debate Digital Fueling Global Reach.

A aposta que Portugal tem feito nos últimos anos na atração de investimento estrangeiro em áreas tecnológicas está a dar frutos. “Os serviços tecnologia e telecomunicações já representam 2 mil milhões de euros em exportações”, sublinhou esta tarde Luís Castro Henriques, presidente da AICEP/Portugal Global no debate Digital Fueling Global Reach, do segundo dia do Portugal Digital Summit.

 

O responsável defendeu que este tem sido um dos contributos para a modernização tecnológica do país, de forma direta e indireta, sobretudo no caso dos projetos que implicam a articulação com empresas nacionais (como na indústria). Luís Henriques também sublinhou que este continuará a ser um ponto firme de dinamização da economia, citando um estudo recente da IDC que classifica os fatores de atratividade de Portugal, enquanto destino de investimento, como estruturais e duradouros.

 

Este foi um dos pontos em destaque no debate que identificou os fatores que mais têm contribuído para acelerar a transformação digital das empresas em Portugal e a sua capacidade para explorar oportunidades de internacionalização, nomeadamente no ecommerce. Uma área onde a AICEP também tem tido um papel importante, com a sua nova plataforma de serviços inteligentes, que aconselha as empresas nas suas estratégias de internacionalização, aqui também referida.

 

Vendas no ecommerce continuam a crescer acima dos 50%

Sobre o tema do ecommerce foi também possível nesta sessão ficar a conhecer alguns dados partilhados pela DPD, que espelham o impacto da pandemia neste canal de vendas, em Portugal. Olivier Establet, presidente executivo da empresa em Portugal, Espanha e Brasil adiantou que as vendas de ecommerce mais que triplicaram nos primeiros meses da pandemia, depois houve alguma normalização, mas mantém-se um crescimento de 50 a 60% face ao período homólogo.

 

Os dados do grupo que resulta da fusão entre a Chronopost e a Seur revelam ainda que, nesse universo de clientes, as vendas online para outros países duplicaram e que a comparação com outros países revela margem para continuar a crescer. Quem compra online em Portugal fá-lo em média 30 vezes, a média europeia é de 40 compras/ ano.

 

Foi unânime no debate, que a pandemia acelerou as estratégias de digitalização nas empresas, um salto que como sublinhou Gabriel Coimbra, Group Vice-President e Country Manager Portugal da IDC foi “sobretudo ao nível do mindset”. A tecnologia é a mesma, nota, mas a forma de olhar e tirar partido mudou quase radicalmente nos últimos meses e isso verifica-se nas mais diversas áreas.

 

Mas também ficou claro que os desafios se mantêm: “um desafio que ainda temos como sociedade é diminuir o gap, face aos países com maior maturidade digital e que neste período de pandemia conseguiram ganhar quota de mercado”, referiu Gabriel Coimbra, outro “é não deixar parte da sociedade para trás” e assegurar coesão.

 

Do que ainda falta fazer para tirar o melhor partido do impulso dos últimos meses e do investimento já feito em ferramentas tecnológicas, António Miguel Ferreira, Presidente Executivo em Portugal, Espanha e Brasil da Claranet deixou mais um aviso à navegação: “esta digitalização à força vai no sentido positivo, mas ainda há um trabalho muito grande a ser feito para o negócio ser digital. Não basta estar na cloud. Ser digital hoje não significa comprar tecnologia, é a forma de abordar a tecnologia que faz a diferença”.

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