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CABEÇALHO

O indicador de atividade económica recuou em junho, prosseguindo a tendência de queda do mês anterior. Já a confiança dos empresários mantém-se em alta.

O indicador de atividade económica, que pretende medir a evolução da economia, recuou pelo segundo mês consecutivo em junho, indica a síntese económica de conjuntura, divulgada esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
 

Este indicador - apurado pelo INE a partir de uma série alargada de dados sobre produção e negócio nos vários sectores de atividade, comportamento do mercado de trabalho e confiança de empresários e consumidores - procura medir como está a evoluir a economia. E sinaliza, assim, um arrefecimento em maio e junho, depois de ter subido em abril. Está agora nos 2,3 pontos em junho, depois de ter rondando os 2,4 pontos em maio e os 2,6 pontos em abril.

 

Contudo, a confiança dos empresários permanece em alta. No final de julho, o INE já tinha avançado que o indicador de clima económico " aumentou entre maio e julho, atingindo o máximo desde maio de 2002".

 

Recode-se que no segundo trimestre a economia protuguesa acelerou face aos primeiros três meses do ano, com o Produto Interno Bruto a crescer 2,3% em termos homólogos (2,1% no primeiro trimestre) e 0,5% em cadeia (0,4% no primeiro trimestre).

 

A que se deve o arrefecimento sinalizado pelo indicador de atividade económica? O INE nota que, em termos homólogos, "a informação proveniente dos Indicadores de Curto Prazo, disponível até junho, aponta para um abrandamento da atividade económica em termos reais na indústria, e uma aceleração em termos nominais na indústria e nos serviços".

 

Ao mesmo tempo, "verificou-se ainda uma aceleração do índice de produção na construção", acrescenta. Assim, o índice de produção na indústria recuou, tal como as dormidas nos estabelecimentos hoteleiros. Em sentido contrário, o índice de volume de negócios na indústria e o índice de volume de negócios nos serviços subiram.

 

O INE ressalva contudo, que alguns destes indicadores poderão ser ajustados pelos efeitos sazonais e de calendário, especificando que "o trimestre terminado em junho apresentou mais um dia útil que o período homólogo, enquanto no trimestre terminado em maio se observou menos um dia útil que no mesmo período do ano anterior".

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