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O Real Edifício de Mafra e o Santuário do Bom Jesus, em Braga, receberam no domingo, 7 de Julho, a classificação de Património Mundial da UNESCO, numa decisão tomada na 43ª Sessão do Comité, que inclui também o Museu Nacional Machado de Castro na área classificada da Universidade de Coimbra, Alta e Sofia.

Os dois monumentos portugueses fazem parte das 36 indicações para inscrição na lista de Património Mundial, a ser avaliadas pelo comité nesta 43ª sessão, a decorrer até 10 de Julho, em Baku, no Azerbeijão. Assim, Portugal passa a contar com 17 locais classificados como Património Mundial, sendo que outros 11 existem pelo mundo com origem portuguesa, numa lista com 1.092 sítios classificados em 167 países.

 

O conjunto formado pelo Palácio, Basílica, Jardim do Cerco e Tapada, em Mafra, foi classificado considerando as suas características históricas, sociais e artísticas. “Esta distinção engrandece todo o valor universal excepcional do Real Edifício de Mafra, atribuindo-lhe um lugar de ainda maior destaque na oferta turística da região”, afirma Vitor Costa, director geral da Associação Turismo de Lisboa e presidente da ERT da Região de Lisboa.

 

“O Real Edifício de Mafra apresenta um dos mais excepcionais exemplos da arquitectura e da arte barroca, é uma obra de extraordinário impacto internacional e expressa um importante intercâmbio de valores humanos e artísticos em vários momentos da sua história, factores estes muito valorizados pelos turistas estrangeiros que nos visitam”, acrescenta Vitor Costa.

 

Já para o presidente da Câmara Municipal de Mafra, Hélder Sousa Silva, o monumento “constitui a razão pela qual Mafra se encontra incluída desde a primeira metade do século XVIII, nos itinerários culturais, religiosos, turísticos e académicos como símbolo de arte de expressão internacional”.

 

O dossiê com a proposta para a inscrição do Real Edifício de Mafra na lista do Património Mundial da UNESCO foi desenvolvido sob a coordenação da Direcção Geral do Património Cultural e da Câmara Municipal de Mafra, com a colaboração do Palácio Nacional de Mafra, Escola de Armas, Tapada Nacionald de Mafra e Patriarcado de Lisboa – Paróquia de Santo André de Mafra.

 

O Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios – ICOMOS, que faz a apreciação das candidaturas, levantou algumas questões relativas à autenticidade e integridade do Santuário de Bom Jesus, assim como a preservação e prevenção de acidentes. No entanto, a candidatura acabou por ser aprovada, com Portugal a esclarecer que as recomendações do Conselho já estão a ser seguidas no santuário, que todas as dúvidas estavam esclarecidas no dossiê entregue na candidatura e que o monumento já se encontra inscrito como património nacional.

 

Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, salientou que com a classificação do Santuário do Bom Jesus vem também “uma grande responsabilidade, que é a de tudo fazer para que o local continue à altura da distinção”.

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