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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

“Aquilo que gostava de destacar é a diversidade de setores e de nacionalidades nas transações de M&A que temos visto em Portugal. O país que imaginavam antes desta conferência, de sol e vinho, é mais do que isso, é altamente inovador”, disse Luís Castro Henriques, na 30ª convenção internacional da M&A Worldwide.

O presidente da Aicep (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) considera Portugal um país seguro, bom para trabalhar, fazer negócios e investir, mas sobretudo uma nação onde os profissionais são altamente qualificados. A seu ver, a taxa de desemprego nos 6,7% demonstra que ainda existe espaço para recrutar pessoas.

 

“Que razões há para investir em Portugal? Talento talento talento. Portugal tem uma pool de pessoas extremamente talentos. Se quiserem contratar portugueses vão ver que eles falam inglês como eu ou até melhor. Os jovens aprendem muitas línguas porque gosta de trabalhar num mundo global, o que é uma vantagem competitiva”, disse Luís Castro Henriques esta quinta-feira.

 

O economista foi um dos oradores na 30ª convenção internacional da M&A Worldwide, que decorre em Lisboa, e não se poupou a elogios a Portugal: “Tem bom acesso aos países que falam e possibilita qualidade de vida. Somos o país junto ao Atlântico mais próximo dos Estados Unidos, membro das Nações Unidas e um dos 30 melhores países para fazer negócios”.

 

À plateia de empresários e investidores, Luís Castro Henriques explicou que a segurança é uma vantagem, numa altura de instabilidade em todo o mundo e, muitas vezes, “mais perto do que pensamos”. É por isso que, na sua opinião, o país tem recebido cada vez mais centros de serviços partilhados e engenharia, por parte de multinacionais tecnológicas, como BMW, Daimler, Google ou Siemens.

 

“Aquilo que gostava de destacar é a diversidade de setores e de nacionalidades nas transações de M&A que temos visto em Portugal. O país que imaginavam antes desta conferência, de sol e vinho, é mais do que isso, é altamente inovador”, assegurou, na sua intervenção neste evento, organizado em parceria com a Fingest e da qual o Jornal Económico é media partner.

 

O presidente da Aicep confessou ainda que, quando discursa para audiências internacionais e pergunta: «Qual acham que é o nosso setor mais exportador?», os presentes costumam responder o turismo, por exemplo. “É o automóvel. Temos maquinaria muito competitiva”, frisou, sublinhando ainda a produção elétrica cada vez mais ‘verde’ (52% renovável).

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