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CABEÇALHO

O Intercolor, plataforma internacional, que reúne os representantes de 26 países da moda e do vestuário, têxtil, design e cor está no Porto para definir a cor e as texturas do futuro.

A indústria têxtil e de vestuário tem vindo a afirmar-se no panorama internacional. Prova disso é que as grandes tendências de cor e texturas vão ser definidas a partir do Porto para o mundo. Representantes de 26 países que integram a plataforma Intercolor reúnem, de quarta-feira a sexta-feira, para em conjunto definirem as premissas da coleção outono/inverno de 2020/2021. No final do encontro estará definida a palete de cores que vão invadir as ruas daqui a dois invernos.

 

“É mais um passo no regresso da dignidade do setor”, sublinha Bruno Mineiro, vice-presidente da ANIVEC (Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confeção), em declarações ao ECO. “Cada país participante traz a sua interpretação da moda, baseadas nas mais diversas inspirações, sempre tendo por base a sustentabilidade, o que dá ainda mais brilho a este trabalho, depois há um período de discussão, daqui resultando uma proposta final”, acrescenta.

 

Bruno Mineiro não tem dúvidas quanto à importância do evento e salienta que “isto demonstra afirmação de Portugal como player industrial e criativo, numa altura em que se começa a desvanecer o papel da Ásia e dos países da Europa do Leste, depois de se verificar uma subida de preços nestes países que não é acompanhada por um aumento de qualidade”.

 

Para Bruno Mineiro isto é a prova de que “o produto volta a ter importância e que Portugal volta a ver reposta a sua dignidade”.

 

Antecipar as tendências e projetar o futuro são dados cada mais relevantes numa indústria em que o papel do design e da inovação são cada vez mais importantes. Sobretudo numa indústria que, o ano passado, atingiu o recorde absoluto de exportações somando 5.237 milhões de euros.

 

Para este ano, os números do têxtil e vestuário vão no bom caminho. “Os indicadores que temos demonstram que a indústria continua a crescer, especialmente no mercado externo. Já a nível nacional os números mantêm-se estáveis”. No final do terceiro trimestre do ano, as exportações de têxteis e vestuário atingiram o valor de 3.996 milhões de euros, com um crescimento de 2% face a período homólogo de 2017. Mas, as exportações dos artigos de vestuário registaram um crescimento mais moderado (0,6%). O resultado das exportações do setor foi, sobretudo, “influenciado pelo desempenho das matérias-primas têxteis que registaram um crescimento de 4,5% nas suas vendas ao exterior”, revela um comunicado da ATP.

 

Sob a designação “Generations Colour/ Colour Generations”, a ANIVEC, “braço armado” do Intercolor em Portugal, apresenta a sua proposta em estreita articulação com o Modatex – Centro de Formação Profissional da Indústria Têxtil, Vestuário, Confeção e Lanifícios.

 

O Intercolor é uma plataforma internacional de pesquisa e desenvolvimento de cor que se reúne duas vezes ao ano. O congresso não acontecia em Portugal desde 2012, altura em que se realizou em Guimarães.

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