NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O primeiro-ministro António Costa garantiu esta quarta-feira que “estamos menos expostos a uma crise”. No programa Tenho Uma Pergunta para Si, da TVI, Costa admitiu que o país “está sujeito aos riscos externos, mas hoje melhor preparado do que em 2011”.

No programa, que conta com espectadores que farão perguntas ao líder do governo, António Costa lembrou que o défice”próximo do equilíbrio” que o país tem hoje e a dívida “em território descendente” permitem que conte com “a confiança dos mercados”. Por outro lado, destacou o crescimento do investimento direto estrangeiro, referindo os mil milhões de euros do primeiro semestre e os dois mil milhões de euros em carteira em negociações com a AICEP, bem como a existência de um plano de investimentos públicos para os próximos anos na ordem dos 10 mil milhões de euros, para defender que “qualquer crise internacional será seguramente problemática”, no entanto, “hoje estamos seguramente mais bem preparados para sofrermos menos essa crise e temos mais instrumentos para a enfrentarmos”.

 

Mesmo apesar da reposição de rendimentos que representou, no último ano, um aumento da despesa fixa no último ano de 3,2 mil milhões de euros. “Nós temos que prosseguir essa trajetória e os compromissos que estão assumidos e expressos no Programa de Estabilidade e Crescimento já incorporam tudo o que é previsão do crescimento da despesa e também da receita”, diz o primeiro-ministro, sublinhando que a necessidade de manter “estável o equilíbrio que foi possível na atual legislatura”, de modo a poder, por um lado, ir aumentando os rendimentos e por outro ir criando melhores condições para as empresas poderem investir, crescer e modernizar-se, mas “nunca dando um passo maior do que uma perna, de modo a nunca nos colocarmos numa situação de risco perante uma incerteza que possa surgir”.

 

Questionado por uma possível solução de governo depois das eleições, admitiu que “como qualquer líder partidário, quero o melhor resultado possível. Mas não porei essa chantagem aos portugueses de dizer qual é a solução que quero, trabalho com o resultado que sair das eleições”. Ainda assim, disse que uma solução de coligação formal para o governo com os parceiros à esquerda não funcionaria tão bem, nem seria tão estável, como o atual executivo. “Não se deve estragar uma boa amizade com mau casamento”, afirmou, citando Jerónimo de Sousa.

 

Sobre a manutenção de Mário Centeno na pasta das Finanças, Costa diz não ter debatido a questão com o próprio, ainda, remetendo para a altura própria. “Já disse publicamente que não antecipo grandes alterações de fundo no governo se lhe forem dadas condições pelos portugueses para prosseguir a governação”, sublinhou, recordando que Centeno é candidato a deputado pelo circulo eleitoral de Lisboa: “Não tenho nenhuma razão para duvidar que esteja disponível para manter-se na vida política ativa”. António Costa lembrou, ainda, que Centeno é o primeiro ministro das Finanças, após Sousa Franco, a completar uma legislatura de quatro anos. “Isso é muito significativo e um sinal muito importante”, salientou. Mário Centeno “tem responsabilidades internacionais significativas”, sendo presidente do Eurogrupo “e assim se manterá pelo menos até junho do próximo ano”, garante.

 

Inquirido sobre o aumento do salário mínimo nacional, o primeiro-ministro admite que a intenção será fazê-lo, mas não só. “Temos que subir o conjunto dos rendimentos. É absolutamente crucial para que possamos aproveitar melhor os recursos humanos”, defendeu, prometendo combater a precariedade.

 

Quanto às empresas, António Costa diz que estão “mais sólidas”, graças ao Programa Capitalizar, que permitiu “aumentar de 30 para 38% a sua autonomia financeira”. Promete, por isso, prosseguir com essa trajetória numa eventual segunda legislatura.

Partilhar