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Após o acordo em janeiro com o BCP, a Instituição Financeira de Desenvolvimento vai assinar contrato com outro banco com “quota de mercado significativa” para emprestar dinheiro nas mesmas condições: até 12 anos, com carência de quatro anos e “spreads competitivos”.

A Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD) prepara-se para lançar em fevereiro uma nova linha de "funding", relativa a financiamento de longo prazo às empresas, com condições semelhantes às protocoladas no mês passado com o Millennium BCP, isto depois de ter levantado dinheiro junto do Banco Europeu de Investimentos (BEI).

 

Durante o lançamento do projeto "Finance for Growth", em Matosinhos, o presidente do chamado Banco do Fomento, Henrique Cruz, anunciou que está a ultimar a assinatura de um novo contrato com "uma segunda instituição bancária, que também tem uma quota de mercado significativa". O gestor adiantou ao Negócios que será uma linha de 40 milhões de euros, um valor que terá de ser duplicado por esse banco que recusou, para já, identificar.

 

Com o BCP este contrato de empréstimo ascendeu a 60 milhões de euros, mas as condições para as empresas serão as mesmas. O financiamento pode assumir a modalidade de amortização única ao fim de até oito anos ou em prestações de capital até 12 anos, com quatro anos de carência. E "a spreads muito competitivos porque exigimos que o banco repasse às empresas a vantagem que obtemos nesse ‘funding’ junto do BEI", completou Henrique Cruz.

 

Esta nova linha de crédito também se destina a PME e MidCaps, ou seja, empresas que têm entre 250 e 3.000 trabalhadores, e foca-se sobretudo nos setores da indústria transformadora, turismo, agricultura, comércio e serviços. O programa contempla projetos em investimento produtivo e de desenvolvimento do negócio, nas áreas da inovação e da internacionalização.

 

"Estas linhas de financiamento também podem ser acopladas ao novo sistema de incentivos à inovação, que tem neste momento abertas as candidaturas quer para PME que para não PME", acrescentou o líder do IFD, detalhando que este "banco de segundo piso", criado pelo anterior Governo, "desta forma completa instrumentos de capital, com o sistema de garantia mútua que incentiva os bancos a financiaram a mais longo prazo as empresas portuguesas, e agora também financiamento puro às empresas, através do Millennium BCP e de outros [bancos que] se seguirão".

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