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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O surto de Covid-19 veio travar um movimento ímpar no mercado de escritórios da Invicta que tem despertado grande interesse por parte das multinacionais que se querem instalar na cidade.

O ano estava a correr de feição no mercado de escritórios do Porto, pelo menos até chegar a pandemia. De acordo com os dados do OnOffice, relatório publicado mensalmente pela consultora imobiliária Predibisa que analisa o mercado de escritórios do Grande Porto, a atividade no primeiro trimestre de 2020 registou uma ocupação total de 15.297 m² na região do Porto, um valor três vezes superior à procura registada no período homólogo de 2019 (crescimento acima dos 300%).

 

“O crescendo de procura por parte de empresas multinacionais, que encontram na cidade recursos humanos com o know-how adequado, custos de trabalho competitivos, aliados a uma boa qualidade de vida e ainda valores atrativos para investimento na região” alavancaram esta procura, conforme se realça no relatório da Predibisa, consultora que conseguiu assegurar o arrendamento de 10.969 m² de escritórios no período em análise,  ou seja, cerca de 72% da área total absorvida.

 

Notória nesta procura por parte das empresas é a intenção de ocupar áreas maiores. Segundo o levantamento da Predibisa, “a superfície média contratada por transação (levando em consideração o acumulado do trimestre) disparou, passando de 347 m² (2019) para 1.117 m² (2020)”.

 

O maior número de operações verificou-se no Central Business District da Boavista, com metade das transações registadas e 44% da área colocada.

 

Graça Ribeiro da Cunha, responsável da Predibisa para a área dos Escritórios, sublinhou os resultados “extraordinários” para o Porto neste primeiro trimestre, mantendo o  otimismo, apesar da atual situação provocada pela pandemia. “Deparamo-nos com uma incerteza para os restantes meses do ano que só o tempo nos dirá, porém também sabemos que as multinacionais continuam com os seus projetos de expansão anteriormente decididos e a avançar com os mesmos, ainda que a um ritmo mais lento e cauteloso”, reforçou ainda em comunicado.

 

A procura neste primeiro trimestre concentrou-se particularmente em empresas ligadas ao setor das TMT’s & Utilities (Tecnologia, media e telecomunicações), sendo estas as mais ativas do primeiro trimestre de 2020, seguindo-se a procura dos Serviços Empresas com um total de 23%.

 

No início do novo ano, o principal fator de motivação das empresas para a procura de novos espaços de escritórios no Porto prendeu-se sobretudo com o motivo de expansão de área, correspondendo a 46% do arrendamento.

 

Seguiu-se a instalação de novas marcas na região do Porto com 28% e a mudança de instalações com 26%, invertendo a tendência verificada no período homólogo onde mais de metade das operações tinha como principal motivação a mudança de instalações.

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