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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Empresários catalães alertam para o risco de "destruição" da economia da região. Portugal não escaparia ileso.

Os empresários catalães receiam pela destruição da economia da região, se o caos se impuser à estabilidade. Os representantes de várias organizações, citados pela imprensa catalã, dão conta que os alarmes já soaram nos principais setores de atividade.

 

Maa a tensão política não é só uma ameaça para a economia espanhola. Como sofreriam as exportações portuguesas num cenário extremo de desagregação?

 

Portugal não ficaria imune. Se a Espanha representa 26% das exportações portuguesas, a Catalunha é a a segunda comunidade que mais importa bens e serviços portugueses.

 

EXPORTAÇÕES: 1,7 MIL MILHÕES DE EUROS

 

Segundo um estudo do Fórum para a Competitividade, a Catalunha responde por 16% (cerca de 1,7 mil milhões de euros) do total das exportações portuguesas para Espanha, surgindo na lista logo a seguir à Galiza.

 

Este valor coloca Portugal como o 11º fornecedor da Catalunha, refere o estudo de dezembro de 2018 do Fórum.

 

“Por outro lado, a Catalunha foi a comunidade que mais exportou para Portugal”, respondendo por 24% das exportações provenientes de Espanha. A autora do estudo, Inês Cruz, realça que a região está entre as 15 principais economias da União Europeia, “tendo mesmo ultrapassado, em 2016, o Produto Interno Bruto (PIB) em 14%

 

A Catalunha gerou , em 2016, 212 mil milhões de euros e "afirmou-se como a região que mais contribuiu para o crescimento da economia espanhola — foi responsável por 19% do PIB do país".

 

Vários grupos portugueses têm exposição direta ao mercado espanhol ( EDP, Galp, Sonae, CTT, Ibersol ,etc). A EDP Renováveis tem mesmo sede em Madrid.

 

A dependência das empresas portuguesas do mercado espanhol, especialmente as PME, é gigantesca — para 44% das exportadoras nacionais Espanha é o destino de mais de metade das vendas.

 

O maior investimento espanhol que se fez em Portugal nos últimos dois anos veio precisamente de Barcelona. O gigante catalão CaixaBank pagou 644 milhões para controlar 84,5% do BPI, o quarto banco do sistema financeiro português.

 

CONGRESSO IMOBILIÁRIO AFETADO

 

Esta semana, a capital catalã é palco do o principal congresso imobiliário espanhol, o Barcelona Meeting Point (BMP).

 

O congresso começou na quarta-feira com um volume de inscrições 30% superior à última edição. Mas, segundo os organizadores, só metade dos inscritos compareceu no primeiro dia. As salas estavam com muitos lugares vagos.

 

Muitos participantes estrangeiros ficaram impedidos de chegar a Barcelona, sofrendo com o cancelamento de voos ou a redução de ligações de alta velocidade entre Madrid e Barcelona.

 

No recinto, os promotores imobiliários presentes manifestaram à imprensa local "preocupação e receio" pelos efeitos no negócio imobiliário num cenário de crise ou independência catalã. Em outubro de 2017, após o referendo independentista "os clientes estrangeiros desapareceram" e só voltaram muitos meses depois.

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