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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O todo-o-terreno da Ineos será fabricado em Portugal e no País de Gales. Em Estarreja ficará uma unidade destinada à produção da plataforma de suporte. Governo aponta para 500 empregos.

Estarreja vai mesmo acolher uma base fabril do grupo Ineos Automotive para desenvolver e produzir o novo todo-o-terreno utilitário, baptizado de Grenadier. Mas a fábrica principal ficará instalada no País de Gales.

 

O Grenadier será produzido em conjunto pela unidade portuguesa e por uma unidade em Bridgend, no sul País de Gales, aproveitando uma base desativada da Ford.

 

Em Estarreja ficará uma fábrica de retaguarda, focada na produção da plataforma de suporte (chassi), que lidará com os fornecedores europeus.

 

Ineos oficializa, governo rejubila

Num comunicado divulgado esta quarta-feira, o conglomerado britânico dirigido pelo multimilionário Jim Ratcliffe confirmou a escolha de Estarreja para instalar a unidade "que produzirá o corpo" do utilitário desportivo".

 

Segundo uma nota do Governo, o projeto levará "à criação a longo prazo de 500 postos de trabalho" e contribuirá "de forma muito positiva para os objetivos de aumento das exportações e do valor acrescentado nacionais".

 

"As qualificações da mão-de-obra, a experiência e a competitividade da rede de fornecedores local e nacional, associadas às infraestruturas rodoviárias e portuárias e ao dinamismo e capacidade de inovação da polos académicos e profissionais, foram alguns dos fatores que contribuíram decisivamente para a escolha de Portugal", salienta a nota do Governo.

 

Cluster automóvel reforçado

A nota não refere o investimento envolvido que poderá superar os 300 milhões de euros. Em Gales, o investimento de Jim Ratcliffe será de 600 milhões de euros. A base de Gales criará, em velocidade cruzeiro, 500 empregos. Na fase inicial terá 200. O início da produção está marcado para 2021.

 

Segundo o Governo, o AICEP seguia este projeto desde 2017. A relevância do projeto reside "no reforço do cluster automóvel nacional" e reforça "a imagem de Portugal como produtor do setor automóvel, e demonstra a solidez das relações económicas entre Portugal e o Reino Unido, apesar do cenário de Brexit".

 

O conglomerado Ineos, fundado em 1998, centra a atividade na área petroquímica, desportiva, e mais recentemente mineira e automóvel. Em 2018, registou vendas no valor de 60 mil milhões de dólares (54 mil milhões de euros), empregando 22.000 pessoas em 183 unidades fabris distribuídas por 26 países.

 

No comunicado desta quarta-feira, Jim Ratcliffe, um defensor do Brexit, refere que o grupo avaliou possíveis localizações em todo o mundo, mas decidiu optar pelo Reino Unido para expressar "a confiança na indústria britânica".

 

A marca Grenadier surge em homenagem ao bar onde Jim Ratcliffe se encontrava com amigos quando lhe surgiu a ideia de lançar um todo-o-terreno que se assume como "o sucessor espiritual" do Defender da Land Rover.

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