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Após três anos de lucros, Sonae Indústria voltou a dar prejuízo. E 2020 será desafiante, com o vírus a fecharem temporariamente algumas fábricas e outras "em vias de o fazer", diz Paulo Azevedo.

A Sonae Indústria voltou ao “vermelho”. Depois dos lucros em 2016, 2017 e 2018, apresentou prejuízos de 13,4 milhões de euros no ano passado, após o reconhecimento de efeitos não recorrentes. E este ano, alerta Paulo Azevedo, o Covid-19 irá afetar o negócio, obrigando ao encerramento das fábricas por causa do impacto da pandemia.

 

O resultado líquido de 2019 foi negativo em cerca de 13,4 milhões de euros, que compara com o resultado líquido positivo de 11,0 milhões de euros em 2018. “A evolução do resultado líquido quando comparado com o ano passado é principalmente explicada pela redução dos resultados relativos a empreendimentos conjuntos da Sonae Arauco, mas também devido a provisões registadas no último trimestre de 2019”, diz a empresa em comunicado enviado à CMVM.

 

“Os resultados líquidos da Sonae Arauco em 2019 foram afetados por condições de negócio mais difíceis que se traduziram num EBITDA recorrente 9,5 milhões de euros menor (considerando a contribuição de 50%) quando comparado com o ano passado”, explica a empresa liderada por Paulo Azevedo. “Além disso, em 2019, a Sonae Arauco reconheceu uma provisão de cerca de 3,9 milhões de euros relacionada com o encerramento das atividades industriais na unidade de Horn”, nota.

 

O EBITDA recorrente proporcional de 2019 foi de cerca de 63,9 milhões de euros (incluindo um efeito positivo de cerca de 4,0 milhões de euros resultante da aplicação da IFRS 16), 9,7 milhões de euros menor face a 2018, devido a uma redução de 9,5 milhões de euros da contribuição da Sonae Arauco que se explica pelas condições de negócio mais difíceis e também pelo facto do EBITDA recorrente de 2018 incluir o reconhecimento de um montante significativo de compensações de seguro”, explica a empresa liderada por Paulo Azevedo.

 

O EBITDA consolidado atingiu no ano passado cerca de 25,8 milhões de euros, uma redução de 3,5 milhões de euros face a 2018 – ano que beneficiou de uma mais-valia de cerca de 3,2 milhões de euros “devido à venda dos imóveis da unidade inativa de Solsona”.

 

As receitas da Sonae Indústria atingiram “230 milhões de euros em 2019, uma melhoria de cerca de 4,5% face ao ano passado (mais 9,8 milhões de euros), devido ao nosso negócio da América do Norte”. Do lado dos custos, a empresa nota o aumento dos custos variáveis, mas também dos encargos fixos. “O valor total de custos fixos, em 2019, representou 17,3% do volume de negócios, um aumento de 0,2 p.p. face a 2018, dado que o crescimento do volume de negócios foi proporcionalmente menor que o aumento dos custos fixos”, nota.

 

Covid-19 vai afetar negócio

 

Perante estes resultados, “os capitais próprios, no final de dezembro de 2019, totalizava 127,3 milhões de euros, o que representa uma redução de 8,2 milhões de euros quando comparado com 2018”, diz a Sonae Indústria. Houve uma deterioração, isto à entrada de um ano que será desafiante para o negócio tendo em conta “a situação que o mundo está atualmente a enfrentar devido à pandemia Covid-19”.

 

“Onosso negócio será, sem dúvida, afetado no curto prazo e algumas das nossas operações já tiveram que fechar temporariamente ou estão em vias de o fazer durante as próximas semanas“, alerta Paulo Azevedo.

 

Apesae de reconhecer o “enorme desafio” que esta pandemia coloca, Paulo Azevedo diz que está “confiante que temos os recursos e pessoas para mitigar estas dificuldades e por fim ultrapassá-las, sabendo que este desafio adicional exigirá um esforço significativo de todos os stakeholders“.

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