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CABEÇALHO

O secretário do Turismo da Madeira revelou que, uma semana depois de o Reino Unido ter incluído Portugal nos corredores seguros de viagens para os britânicos, as reservas do mercado inglês para a região cresceram 64%.

“Nós [Madeira], no espaço de uma semana, crescemos 64% no mercado inglês”, declarou Eduardo Jesus no âmbito da conferência de imprensa para apresentação do programa das Festas da Flor e do Vinho Madeira, que decorrem de 3 a 27 de setembro.

 

O governante madeirense salientou que este número foi alcançado “na primeira semana, que é a do impulso, não é a semana das férias programadas”.

 

“Levantaram-se as restrições para a Madeira e há um conjunto de viagens que se concretiza quase que por impulso”, complementou o responsável insular.

 

Em 20 Agosto, o governo britânico incluiu Portugal na lista dos países com “corredores de viagem” para Inglaterra cujos passageiros ficam isentos de cumprir uma quarentena de duas semanas imposta devido à pandemia covid-19.

 

No entanto, oito dias depois, em declarações à Lusa, o coordenador do gabinete de crise covid-19 da Ordem dos Médicos (OM), o pneumologista Filipe Froes, alertou para a possibilidade do retrocesso da situação.

 

O responsável falava da degradação da situação epidemiológica no país, em 28 de Agosto, dia em que Portugal registou mais seis mortes e 401 novos casos confirmados de infeção.

 

Esta situação levou o Governo Regional da Madeira a enviar hoje cartas aos Governos da República e do Reino Unido, bem como ao embaixador britânico em Portugal e ao de Portugal em Inglaterra, para demonstrar que a situação epidemiológica da Madeira é diferente da que se regista a nível nacional.

 

Eduardo Jesus considera que “Portugal tem tido um insucesso tremendo nas diligências que tem feito internacionalmente para fazer valer as situações epidemiológicas de cada uma das suas regiões”.

 

No seu entender, “há uma manifesta incapacidade do Governo da República de comunicar para o exterior que existem regiões no país e que estas vivem situações diferentes” em termos de pandemia, o que tem “penalizado a Madeira, que tem tido uma evolução no controlo completamente diferente do que acontece no todo nacional”.

 

O governante madeirense recordou que foram feitas anteriormente “mais de 60 comunicações com vários mercados emissores” e que, “no que diz respeito à Inglaterra, a distinção entre a Madeira e Portugal ainda não aconteceu”.

 

Eduardo Jesus mencionou que, face à atual situação epidemiológica nacional, cujo evoluir é “preocupante”, começa a surgir “a ideia que Portugal será excluído e na próxima quinta-feira serão consideradas novas restrições para Portugal por parte da Inglaterra”.

 

O governante reforçou que a Madeira “voltou a colocar-se em campo”, através dos canais diplomáticos, para garantir que se faça a distinção das situações das regiões e do todo nacional.

 

Para o governante madeirense, os esforços desenvolvidos pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal “podem ser inglórios, como foram os anteriores”, opinando que este tem sido de uma “ineficácia completa no que diz respeito ao cumprimento da comunicação da Comissão Europeia” no sentido desta distinção.

 

“Os resultados demonstram o fracasso no que diz respeito a separação de regiões do país”, uma situação que pode voltar a penalizar a Madeira, reafirmou.

 

Os últimos dados anunciados pela autoridade regional de saúde domingo informam que a Madeira não registou novos casos de infeção nos últimos dois dias, mantendo o total cumulativo de 158 casos, já com 118 recuperados e 40 activos.

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