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CABEÇALHO

Hoje, viver numa cidade não chega. É preciso viver numa smart city, que acompanha as necessidades das pessoas e faz o mundo mais simples. A Citibrain apresenta soluções em vários campos: estacionamento, recolha de resíduos, qualidade do ar e trânsito.

Foi em 2014, na cidade de Aveiro, que nasceu a Citibrain, um consórcio que junta três empresas na área das smart cities [cidades inteligentes]. E esta equipa garante conseguir “providenciar a solução no seu todo”, desenvolvendo e fornecendo soluções para a cidade, com hardware e software.

 

“Estas três empresas notaram que realmente as suas áreas de atividade se complementavam e daí terem percebido que a junção das mesmas seria uma mais-valia. Fomos fazendo projetos, fomos falando e achámos que fundar este consórcio seria o passo certo para darmos resposta a esse mercado [das smart cities] que estava a emergir”, diz Diogo Correia, business developer da Citibrain.

 

Mas, afinal, o que é uma smart city? “Este tema é muito debatido e cada um tem a sua própria opinião. Nós entendemos que [nas] smart cities são as pessoas que definem a cidade e, por isso mesmo, a relação entre a pessoa e a nossa empresa é o que define esta estratégia”, refere. “Os dados que podemos providenciar pelas nossas soluções conseguem ajudar todas as pessoas a melhorar o seu quotidiano. Isto é o que faz uma smart city”.

 

Em termos concretos, a Citibrain aposta “em duas sub-áreas, a mobilidade e o ambiente, com duas soluções para cada uma delas. Estamos a falar de estacionamento inteligente e monitorização de trânsito inteligente, na área da mobilidade; e na área do ambiente estamos no vertical dos resíduos e no da qualidade do ar”, explica Diogo.

 

Quanto ao estacionamento inteligente, a Citibrain apresenta “uma solução em que o objetivo é recolher os dados provenientes do sensor que colocamos em cada lugar de estacionamento. Estamos a falar de um sensor magnético que é colado à superfície. Esses dados são recolhidos para a nossa plataforma, onde através de uma aplicação móvel conseguimos fornecer ao cidadão informação sobre o lugar que está disponível, qual a melhor rota para esse mesmo lugar. E as pessoas que gerem esses mesmos dados, os gestores dos parques de estacionamento, conseguem métricas e relatórios da atividade do parque”, exemplifica.

 

“Podemos também transportar isto para a monitorização do trânsito. As cidades não têm dados reais sobre o trânsito da cidade e este tipo de sensores alocados nas respetivas vias conseguem fazer uma contagem dos veículos em tempo real e, deste modo, conseguimos traçar o fluxo de trânsito na cidade, assim como integrar este tipo de informação com semáforos e, em vez de termos aquele sistema fixo de tempo pelo qual nos regemos atualmente, esse sistema pode funcionar de acordo com a contagem de veículos que está a acontecer naquele cruzamento específico”, continua.

 

Mas as soluções não ficam por aqui. Há ainda a questão da qualidade do ar, que pode ser implementada ao mesmo tempo e no mesmo local das anteriores. “Num cruzamento conseguimos verificar o fluxo de trânsito que está a ocorrer e, por questões de planeamento urbano, podemos conseguir redirecionar este trânsito e, instalando a nossa estação de qualidade do ar, podemos monitorizar que efeitos este tipo de ação teve diretamente nos parâmetros da qualidade do ar. Tudo isto são soluções que podem ser conjugadas”. Assim, a Citibrain pode “providenciar um único dashboard onde se pode aceder a toda a informação de todos os verticais envolventes da cidade”.

 

Continuando no vertical do ambiente, surge também uma solução que pretende mudar a forma como depositamos resíduos. “Podemos ter acesso à informação sobre onde estão os contentores para depositar o lixo, quando será feita a recolha dos contentores, [podemos] até falar com as entidades responsáveis pela recolha para informar que ocorreu alguma incidência ou que existe algum tipo de equipamento que precisa de ser recolhido porque não está de acordo com as especificidades, como um eletrodoméstico”.

 

E, para alertar para a necessidade de reciclar mais, há já outro projeto-piloto a ser testado em Aveiro. “Os cidadãos vão ter a oportunidade de perceber qual o impacto daquilo que reciclam na fatura ao final do mês. Este projeto visa a identificação dos cidadãos por um cartão RFID [radiofrequência]. Para desbloquear o contentor a pessoa tem de passar o cartão e depois depositar os resíduos indiferenciados. É expectável que, com a verificação por parte dos cidadãos do nível e da quantidade de resíduos que estão a ser depositados, estes sejam sensibilizados para a reciclagem, ou seja, tentem produzir menos indiferenciados e que façam mais reciclagem”, explica Diogo.

 

Com tudo isto, o objetivo do consórcio é claro. E as pessoas — e as cidades — só podem agradecer. “O nosso objetivo é conseguirmos replicar estas tecnologias no maior número de cidades possível, porque deste modo estamos a permitir aos cidadãos uma melhor qualidade de vida”.

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