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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A “Ficha de Mercado do Reino Unido” (dezembro 2017), agora publicada pela AICEP, faz uma breve análise da economia britânica, das relações económicas Portugal-Reino Unido e das condições de acesso ao mercado, apresentando também um conjunto de informações úteis para exportadores e investidores nacionais.

O Reino Unido é a 5ª economia a nível mundial e a 2ª da União Europeia (UE), segundo dados do Banco Mundial relativos a 2016. O país posicionou-se como 4º importador mundial de bens e o 6º de serviços (com quotas de 3,9% e 4,1% do total em 2016, respetivamente) e captou cerca de 254 mil milhões de USD de fluxos de investimento direto estrangeiro (IDE) em 2016, tendo sido o 2º maior recetor mundial (e 4º mundial em termos de stock de IDE). 

 

O abrandamento do crescimento da economia britânica começou a fazer sentir-se verdadeiramente no primeiro semestre de 2017. As estimativas do The Economist Intelligence Unit (EIU) apontam para um aumento do PIB do Reino Unido de 1,6% em 2017 e 1,5% em 2018 (a Comissão Europeia, por seu lado, aponta para um crescimento de 1,5% em 2017 e 1,3% em 2018). De acordo com a mesma fonte, as importações britânicas de bens e serviços deverão crescer 3,8% em 2017 e 2% em 2018.

 

No que se refere ao relacionamento económico e comercial luso-britânico, em 2016, o Reino Unido foi o 4º mercado cliente de bens e serviços portugueses e o 6º fornecedor. O país foi o destino de 9,9% das exportações de bens e serviços de Portugal em 2016, no valor de 7,5 mil milhões de Euros (+4,7% face ao ano anterior). No período janeiro-outubro de 2017 as exportações de bens e serviços atingiram perto de 6,9 mil milhões de Euros (+7,9% face ao período homólogo de 2016).

 

Em termos acumulados o investimento direto do Reino Unido em Portugal alcançou perto de 9,2 mil milhões de Euros no final de setembro de 2017 (7,7% do total captado por Portugal), posicionando o RU como o 4º país de origem do IDE, segundo o Banco de Portugal. Entre os setores em que se tem concentrado o investimento de empresas britânicas em Portugal nos últimos anos, são de referir, entre outros, as tecnologias de informação e de desenvolvimento de software, áreas de indústria metalomecânica e de engenharia aplicada e os serviços partilhados e de competências tecnológicas.

 

No âmbito do Brexit, apesar das dificuldades verificadas no decurso das várias rondas de negociações (7) entre a União Europeia e o Reino Unido, em 15 de dezembro de 2017, o Conselho Europeu congratulou-se com os progressos realizados durante a primeira fase das negociações com o Reino Unido (ao abrigo do artigo 50º do TUE), com vista à sua saída da União Europeia (ex.: em matérias como a de direitos dos cidadãos; a questão irlandesa; e a contribuição financeira), e adotou um projeto de orientações para passar à segunda fase das negociações do Brexit em que também deverá ter início o debate sobre um período de transição e o enquadramento futuro do novo modelo de relacionamento entre as partes.

 

Até à concretização do Acordo sobre as condições de saída e ao estabelecimento do quadro jurídico que irá redefinir o futuro relacionamento entre as partes, o Reino Unido continuará a ser um membro de pleno direito da UE a 28, com todos os direitos e obrigações inerentes, nomeadamente no que respeita à aplicação do acervo legislativo comunitário vigente, ao Mercado Único e às quatro liberdades.

 

Este documento pode ser consultado no seguinte link:

http://www.portugalglobal.pt/PT/Biblioteca/Paginas/Detalhe.aspx?documentId=70510315-445c-4677-8649-1a452d59d18b

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