NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Um relatório da UE revela que mais de metade dos lares dos Estados-membros tem acesso à internet fixa e móvel. Cerca de 60% acredita que os direitos do consumidor estão mais desprotegidos nas comunicações feitas online.

O Eurobarómetro sobre as comunicações eletrónicas e o mercado único das telecomunicações veio revelar que sete em cada 10 lares (70%) dos países da União Europeia (UE) têm acesso à internet, o que representa um aumento de três pontos percentuais desde 2015 e de 13 pontos desde 2009.

 

O mesmo estudo demonstra que a proporção de lares com internet doméstica e móvel cresceu fortemente desde 2011 (mais de 33 pontos percentuais), com Portugal a ter tido um aumento de nove pontos percentuais. Contudo, o inquérito destaca que ainda existe uma grande disparidade em toda a UE, com cerca de 18% dos domicílios a não ter qualquer acesso à Internet.

 

Também o número de lares que deixaram de lado o telefone fixo para aderir apenas aos equipamentos móveis tem crescido gradualmente desde 2006 (mais 19 pontos percentuais) e 2015 (mais quatro pontos percentuais), ao contrário dos equipamentos fixos cujo acesso na maioria dos Estados-Membros tem diminuído desde 2009.

 

Quanto ao uso dado aos equipamentos móveis, a pesquisa mostra que, embora as chamadas de voz sejam a atividade de comunicação mais frequente (92%), desde 2015 que houve um aumento de 10 pontos percentuais na utilização dos dispositivos para fazer chamadas ou vídeo através da internet (47%) e um crescimento de oito pontos no uso de serviços de mensagens online (61%).

 

No entanto, os padrões de uso destas novas formas de comunicação variam consideravelmente consoante os grupos etários, sendo mais frequente entre os entrevistados mais jovens: 74% usa um serviço de mensagens instantâneas diariamente em comparação com 17% dos entrevistados com mais de 55 anos.

 

A desconfiança pode ser um motivo para este gap, uma vez que seis em cada 10 entrevistados acreditam que usar um telefone é mais confiável do que usar a Internet como meio de comunicação, com 59% a defender que desta maneira os direitos do consumidor estão mais protegidos.

 

Esta é a décima edição do relatório sobre comunicações electrónicas, tendo a pesquisa sido realizada nos 28 países da UE em abril de 2017.

Partilhar