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CABEÇALHO

De acordo com o Público, o Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Universidade de Lisboa criou um kit de diagnóstico da COVID-19, que já foi acreditado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.

A investigadora Maria Manuel Mota, directora do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Universidade de Lisboa, começou a aperceber-se de que os testes de diagnóstico (vindos do estrangeiro) da COVID acabariam por se esgotar em Portugal. Juntou então um grupo de voluntários do seu instituto usando reagentes fabricados no país e seguindo a “receita” da Organização Mundial da Saúde para os kits de diagnóstico e dentro de poucos dias, o IMM deverá começar a fazer 300 testes por dia, e a ideia é chegar aos mil.

 

A tecnologia usada é a mesma que já é vulgarmente aplicada no IMM na investigação do parasita da malária. E os reagentes, muito importantes durante todo o processo, já são produzidos em Portugal para essa tecnologia. Aliás, a quantidade e a qualidade de reagentes disponíveis para estes testes foram um problema nos Estados Unidos.

 

A tecnologia do IMM tem duas fases, a extracção do material genético (neste caso, do vírus) e depois a detecção desse material genético. «O kit tem os reagentes para fazermos as misturas todas», diz Maria Mota em declarações ao Público. Tanto a parte da extracção do material genético do vírus como da sua detecção.

 

A primeira fase da tecnologia já validada, depois de comparada a forma de extracção do material genético no kit do IMM e a do Hospital de Santa Maria (em Lisboa), de onde vieram as amostras. Por exemplo, comparou-se o grau de pureza do material extraído e se estava em boas condições. Agora está-se na fase de validação da segunda parte do processo – a detecção, ou leitura, do material genético do vírus, seguindo as orientações da OMS para se detectar os alvos genéticos da amostra que permitem identificar casos positivos de SARS-Cov-2.

 

Entre hoje e terça-feira, Maria Mota avança que vão fazer-se testes reais a dez amostras para comparar, desta vez, com os resultados do Insa. Vão usar-se as mesmas amostras, que serão processadas ao mesmo tempo, para verificar se o kit de diagnóstico português chega aos mesmos resultados do que o Insa. A partir daqui o kit estará pronto para começar a ser utilizado em diagnósticos.

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