NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

AICEP aconselha empresários a procurarem outros destinos para as exportações. Canadá, Coreia do Sul e EUA devem estar na mira dos produtos nacionais.

Se tudo correr bem, desta vez é que é. O Reino Unido vai sair da União Europeia às 23.59 do dia 31 de janeiro. Precisamente daqui a uma semana, pela primeira vez, a UE terá encolhido, perdendo um dos seus membros. A contagem decrescente entrou em modo acelerado.

 

Nos últimos dias, o processo legislativo entrou na fase final. Na quarta-feira, dia 22 de janeiro, o Parlamento britânico aprovou a legislação necessária para a saída da UE. No dia seguinte a rainha Isabel II promulgou a lei e ontem Bruxelas formalizou o acordo de saída, faltando apenas a “luz verde” do Parlamento Europeu, o que deverá acontecer numa mini ssessão na quarta-feira, na capital belga.

 

A União Europeia já designou o diplomata português João Vale de Almeida, antigo jornalista do Diário de Notícias, como primeiro embaixador da UE no Reino Unido, assumindo funções a 1 de fevereiro, primeiro dia do pós-brexit.

 

Já passaram mais de três anos e meio desde o referendo de dia 23 de junho de 2016 que ditou a saída do Reino Unido. Terão sido 1318 dias de avanços e recuos, com três primeiros-ministros pelo caminho. Dois sucumbiram ao brexit (David Cameron e Theresa May) e será Boris Johnson a oficializar a saída.

 

Partida, largada, fugida Ao longo deste período os vários Estados membros foram preparando medidas de contingência para o momento da saída do Reino Unido. Portugal preparou indicações para os cidadãos e empresas com reforço de meios de atendimento e a criação da Linha brexit no Centro do Atendimento Consular para o Reino Unido. As autoridades aconselham a que os cidadãos residentes naquele país tenham os documentos atualizados.

 

Para as empresas, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) desenvolveu “14 ações de capacitação empresarial, direcionadas quer ao tecido empresarial português mais exposto ao mercado quer a setores com potencial impacto menor”.

 

Além das sessões de esclarecimento feitas em vários pontos do país, a AICEP “desenvolveu um curso de e-learning sobre o brexit (e-brexit), que permitirá aos empresários que não participaram nos seminários já realizados ter acesso a toda a documentação (organizada em módulos temáticos) e intervenções de alguns oradores em suporte digital (vídeo)”

 

E agora?

As exatas consequências deste divórcio entre o Reino Unido e a União Europeia – que teve momentos pouco amigáveis – são ainda desconhecidas. Certos são os impactos económicos dos dois lados do canal da Mancha, a que Portugal não será alheio, como pequena economia aberta ao exterior.

 

“A mensagem que temos passado às empresas é que devem preparar-se, sendo fundamental apostar na diversificação para ganhar novas opções”, sublinha o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

 

“Destacaria os esforços desenvolvidos pela AICEP nos mercados de diversificação, nomeadamente Canadá, Coreia do Sul e EUA, pois são economias desenvolvidas e com elevado poder de compra. Canadá e a Coreia têm Acordos de Livre Comércio com a União Europeia”, lembra Luís Castro Henriques numa resposta escrita enviada ao Dinheiro Vivo.

 

O responsável pela agência que presta apoio às empresas portuguesas no exterior recorda a “resiliência” das firmas nacionais “face aos desafios do comércio mundial”, acreditando que “vão superar mais este desafio”, conclui Castro Henriques.

Partilhar