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CABEÇALHO

A covid-19 cortou 40% do carvão transportado por ferrovia das minas de Tete para o porto de Nacala no norte de Moçambique no terceiro trimestre, face ao período homólogo de 2019, anunciou hoje a empresa exploradora.

O carvão é o principal produto de exportação de Moçambique, mas a procura caiu a pique nos mercados asiáticos, reflexo do abrandamento da economia global.

 

No terceiro trimestre, o transporte de carvão no corredor do norte situou-se em 1,3 milhões de toneladas, "representando uma redução da ordem de 40% em relação ao mesmo período do ano passado", anunciou a Nacala Logistics.

 

Por outro lado, o carvão carregado para embarcações foi de 1,4 milhões de toneladas, menos 37% que em igual período de 2019.

 

A Nacala Logistics teve um prejuízo de 16 milhões de dólares (13,5 milhões de euros) no trimestre, "ainda assim, 41% melhor do que o previsto devido à redução dos custos operacionais", acrescentou, sem detalhes.

 

"Precisamos de nos preparar para o `ramp up` [recuperação] da operação do carvão em 2021", referiu Fábio Iwanaga, administrador financeiro da Nacala Logistics, citado no comunicado, numa alusão ao aumento da produção perspetivado pela mineira Vale.

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