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CABEÇALHO

Deutsche Bank Portugal registou resultados antes de impostos de 7,3 milhões de euros. Com destaque para a margem financeira que cresceu para 19,7 milhões de euros face aos 16,1 milhões de euros registados em 2016.

A sucursal do Deutsche Bank em Portugal registou resultados antes de impostos de 7,3 milhões de euros em exercício de 2017, uma quebra face aos 33,5 milhões de euros registados no período homólogo de 2016 pelo fato de neste último ano ter sido reportado um resultado extraordinário positivo ao nível das imparidades (foram libertas provisões em 2016) que não se repetiu em 2017.

 

A margem financeira cresceu para 19,7 milhões de euros face aos 16,1 milhões de euros registados em 2016, o produto bancário aumentou para 56,9 milhões de euros face a 54,5 milhões de euros no período homólogo do ano anterior e os custos operacionais tiveram uma redução de 55,2 milhões para -51,7 milhões de euros.

 

O banco registou uma quebra de imparidades constituídas de 94%, passando de 34,2 milhões para 2,1 milhões de euros.

 

“O exercício de 2017 foi muito positivo para a operação do Deutsche Bank em Portugal, permitindo consolidar a reestruturação iniciada ainda no final de 2016 no sentido de alinhar a operação ainda mais no segmento Affluent e com foco na atividade de aconselhamento financeiro”, disse Bernardo Meyrelles de Souto, Chief Country Officer do Deutsche Bank Portugal.

 

O gestor do banco que no auge da crise financeira passou a sucursal disse ainda que “estes resultados vêm evidenciar também uma operação de retalho mais eficiente, sólida, sustentável e diversificada como se pode verificar pela quota de mercado na distribuição de fundos de investimento internacionais próxima dos 30%, segundo a última publicação do relatório da CMVM”.

 

A área de retalho do Deutsche Bank Portugal terminou o exercício de 2017 com os lucros antes de impostos a ascenderem a 15,1 milhões de euros contra 31,4 milhões de euros em 2016, verificando-se, neste caso, a libertação de provisões no último ano respeitantes à atividade de retalho e que resultaram de especificidades decorrentes de critérios regulamentares na contabilização de provisões.


A margem financeira subiu, em 2017, para 22,4 milhões de euros contra 20,0 milhões de euros, o produto bancário cresceu, respetivamente, para 57,6 milhões de euros de 47,2 milhões de euros, havendo a registar uma descida substancial dos custos financeiros para -44,4 milhões de euros de -50,4 milhões de euros.

 

Segundo o banco, a atividade do Deutsche Bank em Portugal tem agora uma estratégia de arquitetura aberta, “promovendo, por exemplo, a comercialização de produtos financeiros e fundos de investimento de terceiros e não só da casa mãe, assegurando, assim, maior diversificação nos portfólios dos seus clientes e maior independência à marca Deutsche Bank”, revela o comunicado.

 

Relativamente ao exercício de 2018, “o Deutsche Bank Portugal vai dar continuidade à aposta nos Centros de Investimento DB que são balcões mais up-scale e para um cliente mais sofisticado onde se explora de forma mais eficiente as valências do conhecimento e experiência da rede de gestores no aconselhamento financeiro”, acrescenta a instituição.

 

A casa mãe tinha posto à venda o Deutsche Bank Espanha e Deutsche Bank Portugal, mas em Espanha não conseguiu encontrar um comprador com a oferta pretendida. Em Portugal também não encontrou até ao momento um comprador, apesar de os bancos espanhóis Abanca e Sabadell terem olhado para o dossier e de o Banco CTT também estar na corrida, segundo o Expresso.

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