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O Banco Central de Timor-Leste (BCTL) estima que a economia timorense tenha crescido 3% em 2017, apesar da crise política, projetando um crescimento negativo de pelo menos 3% este ano, disse à Lusa o governador da instituição.

Dados, admitiu Abrãao Vasconcelos, que contrastam com os das restantes previsões nacionais e internacionais já conhecidas que apontam a um crescimento negativo no ano passado e uma recuperação para este ano.

 

"O BCTL é a única entidade que se mostra contrária [a essas previsões]. Projetamos que o PIB desacelerou em 2017, mas [que] ainda assim cresceu 3%. Outras entidades, incluindo o Governo, falam de crescimento negativo. Mas não vimos isso na nossa análise", explicou.

 

"A execução orçamental de 2017 é praticamente a mesma que no ano anterior. Não conseguimos ver essa realidade do crescimento negativo. E não nos cabe ajustar a nossa previsão só porque outros [o] dizem", afirmou.

 

O responsável do BCTL sublinhou que a economia não cresceu como era esperado e indicou que a execução orçamental ficou acima dos 80% em 2017, valor idêntico à de 2016, registando expansão em créditos e depósitos.

 

Já para 2018, e faltando ainda contabilizar o impacto que terá a aprovação na reta final do ano das contas públicas, o BCTl refere que as previsões apontam para um crescimento negativo de 3%.

 

Os dados do BCTL contrastam com os principais indicadores divulgados este ano tanto pelo Governo como pelas principais instituições internacionais que apontam uma contração económica para valores negativos entre 0,5 e 5,3% no ano passado.

 

Todas são mais otimistas que o BCTL no que se refere a 2018, já que todas apontam previsões de crescimento positivo, entre 0,6% e 3%, num ano em que o Estado, maior motor da economia, viveu em regime de duodécimos.

 

Praticamente todas as instituições internacionais - FMI, Banco Mundial e Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD) - reviram em baixa, entre abril e outubro, os seus dados sobre 2017, com as previsões a passaram para entre -4,6% (FMI) e -5,3% (BAD e Governo).

 

As mesmas entidades já antecipam um regresso ao crescimento em 2018, com a economia a registar indicadores positivos entre 0,6 e 0,8%, sendo que a maior retoma (com valores acima dos 3,3%) só ocorrerá a partir de 2019.

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