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CABEÇALHO

Nos primeiros seis meses, verificou-se uma ocupação de 82.862 m2 de escritórios, evidenciando uma ligeira subida de 6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo os dados avançados pela consultora JLL no âmbito da sua análise mensal ao mercado de escritórios de Lisboa, o Office Flashpoint,no mês de Junho, observou-se uma absorção de escritórios de 13.069 m2, voltando a equilibrar o volume de ocupação do acumulado do ano, depois de um mês de Maio mais fraco. A boa performance de Junho (cerca de 55% acima do mês anterior e em linha com o mês homólogo de 2017, do qual está apenas 2% abaixo) foi influenciada pelo aumento do número de operações (23 negócios), o que se reflectiu na redução da área média ocupada por transacção (568 m2), inferior aos restantes meses deste ano. No total do ano, a área média por transacção está os 789 m2, traduzindo a realização de 105 negócios.

 

Em Junho, as cinco maiores operações oscilaram entre os 2.000 e os 1400 m2, a maior da qual respeitante a um espaço de co-work.

 

"A actividade mantém-se dinâmica, refletindo a confiança das empresas e o contexto económico favorável. Contudo, o mercado poderia estar muito mais forte, já que a base da procura é muito mais vasta do que a área efectivamente contratada. A grande limitação é encontrar oferta disponível adequada às necessidades das empresas e, apesar de se começar a denotar resposta dos promotores com novos projectos de escritórios em Lisboa, o pipeline é ainda muito reduzido face à procura. É urgente encontrar respostas mais imediatas no mercado, incluindo soluções de renovação ou reconversão de espaços", revela Mariana Rosa, directora de Office Agency da JLL.

 

O relatório revela ainda que do lado da procura, foi o sector de “Serviços a Empresas” o mais dinâmico na tomada de espaço em junho (41% do total mensal), seguido das empresas de “TMT’s & Utilities” (24%) e Serviços Financeiros (16%). Nas contas anuais, são também os dois primeiros setores a dominar, com pesos de, respectivamente 37% e 22%.

 

Em termos de destinos preferenciais para a instalação das empresas, a zona 3 (novas zonas de escritórios) lidera a ocupação no total do ano (23% da ocupação), com as zonas 1, 2 e 6 (nomeadamente Prime CBD, CBD e Corredor Oeste) com pesos semelhantes em torno dos 17% a 18%. Em Junho, a zona 3 também liderou a procura (32% do take up mensal), seguindo-se as zonas 2 e 6 (18%).

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