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A nova ronda de investimento foi liderada pelo grupo tecnológico japonês Rakuten. “Não consigo precisar o valor que irá ser destinado a cada uma das áreas ou países, mas temos uma equipa de 14 pessoas em Lisboa e acreditamos que ainda há espaço para crescer em Portugal”, assegura ao Jornal Económico o ‘general manager’ para a Península Ibérica.

A startup espanhola Fever celebra a 25 de julho um ano de presença em Portugal, mas soprou as velas antes da data. A empresa de entretenimento arrecadou 35 milhões de dólares (cerca de 31 milhões de euros) numa nova ronda de financiamento liderada pelo grupo tecnológico japonês Rakuten.

 

O montante vai utilizado para consolidação dos mercados existentes, nomeadamente Lisboa e Paris, e lançamento de novos, mantendo o seu plano de lançar uma nova cidade a cada trimestre. Ao Jornal Económico (JE), o diretor geral da Fever para Portugal e Espanha disse que a startup pretende começar a expansão para a Ásia, apesar de ainda não terem escolhido os países.

 

“Queremos começar a expandir. Já temos uma presença muito forte nos Estados Unidos e na Europa. A Ásia estás nas nossas cartas e esta ronda pode ajudar, pela sua dimensão – foi a maior de sempre na economia das experiências”, salientou Gil Belford ao JE. “Não consigo precisar o valor que irá ser destinado a cada uma das áreas ou países, mas temos uma equipa de 14 pessoas em Lisboa e acreditamos que ainda há espaço para crescer em Portugal”, assegura.

 

Além da Rakuten, que costuma apostar em aplicações digitais, e-commerce e serviços financeiros – tendo aberto os cofres para investir em unicórnios internacionais – participaram nesta ronda investidores ‘da casas’, entre os quais a Atresmedia, Accel Partners e Portugal Ventures. “Estamos muito orgulhosos pelo calibre dos investidores que são. É sinal de que estamos no mesmo barco de grandes aplicações como o Pinterest ou a Lyft, o que nos dá uma audiência muito forte nos mercados asiáticos, algo que para nós é especialmente importante”, refere Gil Belford.

 

A Fever, sediada em Madrid e em Londres, opera na conomia das experiências – i.e. descoberta de eventos, listas personalizadas para festivais de música, teatro ou desfiles de moda e entretenimento local. O modelo de negócio tem essencialmente quatro dimensões: recomendação de experiências, venda de bilhetes, guia de influência e organização de eventos. Logo, a nível tecnológico, o investimento será feito na inteligência artificial e análise de dados, para desenvolver o algoritmo e dar melhores recomendações aos utilizadores da app.

 

“É aqui que o machine learning tem um papel muito forte. Conforme vamos tendo mais cidades e utilizadores e a trabalhar em mais negócios vamos tendo quantidades exponenciais de dados, por isso temos de ter capacidade de os saber analisar”, explica ao semanário o responsável da Fever na Península Ibérica. Em Madrid a empresa tem 40 colaboradores na equipa de produto, que envolve cientistas de dados, e vai continuar a recrutar.

 

Ignacio Bachiller, cofundador e CEO da Fever, refere que a economia das experiências está a crescer a nível mundial, é o “último grande mercado de consumo a ser reformulado pela tecnologia”. “É uma das tendências socioeconómicas mais significativas do momento. Há estudos da McKinsey que indicam que as experiências são um dos maiores custos familiares, atualmente, em 164 dólares mensais por cada consumidor americano, e estão a crescer à volta de 6% ao ano, tornando-se o custo com o crescimento mais rápido”, afirma, em declarações divulgadas pela empresa.

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