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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A PortugalFoods vai disponibilizar um “Radar dos mercados internacionais ” com informação gratuita sobre 55 mercados.

Todos juntos, os produtos agroalimentares, onde se incluem o azeite, leite e derivados, carnes, peixe, frutas e legumes, panificação e pastelaria, entre outros, representaram exportações no valor de 3,225 mil milhões de euros no primeiro semestre deste ano, mais 61,2 milhões, ou um aumento de 1,9% face a igual semestre do ano passado, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

Mesmo crescendo, a subida das vendas ao exterior foi inferior à verificada no mesmo semestre do ano passado, quando as exportações, no valor de 3,164 mil milhões, tinham crescido 5,2% face ao período homólogo de 2017, denotando um abrandamento.

 

Por outro lado, até junho, o peso do setor no total das exportações nacionais teve uma ligeira descida, de 10,7% para 10,6%.

 

PortugalFoods ajuda

 

É neste contexto que, a partir de outubro, os empresários da indústria agroalimentar vão poder dispor de uma plataforma online com informação sobre 55 mercados, os da União Europeia e outros já homologados para os produtos nacionais, numa iniciativa da PortugalFoods, associação representativa do setor.

 

O “Radar dos mercados internacionais” vai reunir informação até aqui dispersa por várias entidades que apoiam a internacionalização. “Em vez de as empresas estarem a investir recursos para conhecer os mercados, nós vamos dar as ferramentas necessárias para o empresário poder fazer as suas opções em função do seu produto, da maturidade da empresa neste domínio e do destino que está a pensar abordar”, explicou Amândio Santos, presidente da PortugalFoods.

 

Com a informação centralizada, de acesso gratuito, embora seja necessário um registo na plataforma, a ideia é facultar ao empresário “uma identificação mais rápida de destinos com potencial de crescimento”. É preocupação dos promotores da iniciativa que quem consulte a página possa ficar a saber os requisitos para entrar em determinado mercado, os trâmites, as entidades e pessoas a contactar.

 

“No fundo, vamos partilhar o que outros já experienciaram e testaram. São uma espécie de locomotiva que vai à frente nesta dinâmica das exportações”, compara Amândio Santos.

 

Os 55 mercados estão espalhados por todos os continentes, mas o dirigente associativo chama a atenção para o facto de haver países para onde apenas está autorizado um produto e, mesmo assim, poder haver outras limitações. Dá o exemplo da carne de porco vendida para a China, uma vez que nem todas as partes do animal podem ser comercializadas para aquele mercado.

 

Ao entrar na plataforma, o empresário pode aceder a informação “constantemente atualizada” que lhe permitirá ficar a saber quais os produtos a exportar para um determinado país, em que circunstâncias, o que é preciso e as entidades a quem se dirigir. Nesse processo, a PortugalFoods pode promover reuniões bilaterais para facilitar eventuais parcerias.

 

“Portugal vai ser sempre muito pequeno, comparado com Espanha, França ou Holanda. Quanto mais união houver entre os produtores portugueses, mais fácil se torna chegar a um mercado e, às vezes, a um só cliente. Essas sinergias são essenciais para ganhar escala, ter massa crítica. Só assim se consegue projetar a imagem de Portugal como um país exportador, com credibilidade”, justifica Amândio Santos.

 

O “Radar” é uma das ações previstas no âmbito do investimento que a PortugalFoods está a fazer para promover a internacionalização e as exportações do setor. Vai ser apresentado no próximo dia 26, no Porto, e no dia 15 de outubro, em Santarém.

 

O setor e perspetivas

 

Em Portugal, a fileira agroalimentar reúne cerca de 135 mil empresas que empregam perto de 285 mil pessoas. Tradicionalmente, os mercados mais fortes têm sido Espanha, França e Brasil, proporção que se manteve durante o primeiro semestre, embora o Reino Unido e Angola também sejam significativos.

 

Até 2020, a PortugaFoods tenciona direcionar as ações promocionais do país para consolidar alguns desses mercados, em concreto, Espanha, França, Alemanha e Bélgica. No entanto, também prepara uma estratégia específica de abordagem à América do Norte (EUA e Canadá), à Ásia (China, Japão, Coreia do Sul e sudeste asiático), ao Médio Oriente (Emirados Árabes Unidos), à América Latina (Colômbia, Chile, Peru e Uruguai) e à África do Sul.

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