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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Nova rota aérea entre Pequim e Lisboa foi apresentada esta terça-feira. Voo arranca a 26 de julho. Mas Portugal quer mais.

Primeiro três frequências semanais, no inverno quatro. E futuramente mais frequências, novas rotas, outros destinos. Foi este o apelo deixado esta terça-feira por António Costa na apresentação da nova ligação aérea da Beijing Capital Airlines (BCA) para Lisboa, que arranca já a 26 de julho.

 

“Estou certo de que a intensificação das relações entre Portugal e a China exigirá um aumento de frequências, até novas rotas, para outras cidades como o Porto”, afirmou o primeiro-ministro.

 

Numa cerimónia que contou com a presença do chairman da HNA, a casa-mãe da BCA, Costa assegurou que a nova ligação vai tornar-se “a nova rota da seda do século XXI”, um voo que “se reveste de enorme simbolismo” tanto pelas relações de imigração existentes entre os dois países, como pelas relações económicas travadas ao longo dos últimos anos, com a entrada de capital chinês em diversas empresas nacionais.

 

A rota arranca no dia 26 de julho e só este ano transportará 40.560 pessoas. Em 2018, e já com um funcionamento de quatro vezes por semana, a rota deverá ter disponíveis 76.800 assentos.

 

O potencial é, no entanto, bem maior, numa altura em que a classe média chinesa se mostra cada vez mais interessada em alargar horizontes. Não é só: a China já é o maior emissor de turistas a nível mundial e, simultaneamente, o que mais gasta.

No ano passado, Portugal recebeu 183 mil turistas chineses. Ao todo, viajaram 185 milhões de chineses que deixaram na economia mundial 260 mil milhões de euros.

 

Os números em Portugal têm vindo a crescer. Em 2016, face a 2015, as dormidas de chineses em Portugal avançaram 14%, os hóspedes 19%, e as receitas subiram 16,2%.

 

Até abril deste ano o número de hóspedes avançou 28% face ao período homólogo (68,3 mil hóspedes) e as dormidas cresceram 32% (114 mil dormidas).

 

Este mercado é uma das grandes apostas do governo e do Turismo de Portugal, que tem feito um forte investimento na promoção do destino nacional junto dos turistas chineses. Portugal tem inclusivamente uma página na Fliggy, o site de viagens do Alibaba, como o Dinheiro Vivo avançou em março.

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