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CABEÇALHO

Na sequência do anúncio feito pelo Chanceler do Tesouro britânico, Rishi Sunak, de um pacote de medidas de apoio às empresas em pressão financeira devido à pandemia do novo Coronavírus, no valor de 330 mil milhões de libras, alguns dos maiores retalhistas britânicos anunciaram a redução do horário de funcionamento e até mesmo o encerramento de estabelecimentos.

Embora as medidas de apoio às empresas tenham sido recebidas com satisfação, tendo inclusivamente o Chanceler sido parabenizado pelo British Retail Consortium por “ouvir atentamente as preocupações dos retalhistas e apresentar um pacote ousado de medidas que serão um grande impulso à liquidez e melhorarão a confiança das pessoas afetadas”, a reação imediata dos grandes retalhistas britânicos revela que são também interpretadas como sinais de que a crise atual é séria e poderá permanecer por tempo indefinido.

 

Horas depois do anúncio, o grupo Selfridges comunicou, através do Twitter, o encerramento temporário, mas sem data prevista de reabertura, das suas quatro grandes superfícies: uma em Londres, outra em Birmingham e duas em Manchester.

Já o icónico Harrods decidiu encerrar todos os seus restaurantes e reduzir o horário de funcionamento da loja em 3 horas, passando os respectivos funcionários a trabalhar por turnos.

 

O grupo Selfridges e o Harrods empregam, respetivamente, mais de 3000 e 5000 pessoas.

 

Por sua vez, a cadeia de vestuário e mobiliário Laura Ashley, que conta com mais de 153 lojas e cerca de 2700 funcionários no Reino Unido, é o primeiro grande retalhista britânico a anunciar que entrará em processo de insolvência.

 

Em comunicado, a empresa revelou que o clima de incerteza despoletado pelo surto de Covid-19 não permite garantir o crédito no valor de 15 milhões de libras que, segundo a Sky News, esta vinha a negociar com a Hilco Capital, e do qual dependeria para se manter.

 

Outros exemplos de grandes retalhistas em dificuldades financeiras são a Ted Baker, que viu o seu valor de mercado cair para metade desde o início do ano, para 78 milhões de libras; a Superdry, cujo valor afundou 80 por cento em 2020, e é agora avaliada em apenas 90 milhões de libras; e a Asos, avaliada em 882 milhões de libras, cerca de dois terços do que valia no final de 2019.

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