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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O presidente da AICEP disse que os principais projetos de centros de serviços que está a acompanhar são da Alemanha, França, Reino Unido, Suíça e EUA.

O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) disse hoje à Lusa que os principais projetos de centros de serviços que está a acompanhar são da Alemanha, França, Reino Unido, Suíça e Estados Unidos. O Jornal de Negócios noticiou hoje que a alemã Devexperts escolheu Portugal, designadamente o Porto, para instalar um centro de investigação e desenvolvimento e, a propósito disso, o presidente da AICEP, Luís Castro Henriques, disse ao título que a entidade está a acompanhar cerca de 30 potenciais projetos de centros de serviços que se poderão traduzir na criação de mais de 5.000 empregos.

 

Questionado pela Lusa sobre as nacionalidades que estão envolvidas nestes potenciais projetos, o presidente da AICEP afirmou, por escrito, que “os principais países de origem são a Alemanha, Estados Unidos, França, Suíça e Reino Unido”. Sobre quais os setores, Luís Castro Henriques disse que existem duas tipologias: “multinacionais que procuram desenvolver os seus centros de serviços partilhados, nomeadamente centros de serviços financeiros, que representam cerca de dois terços” do que a AICEP tem em ‘pipeline’ (intenções), e “empresas de base tecnológica que procuram Portugal para instalar centros de competências”, como por exemplo desenvolvimento de ‘software’, nas áreas de tecnologias de informação, investigação e desenvolvimento e engenharia. Questionado sobre se a Amazon faz parte da lista dos potenciais projetos, o presidente da AICEP apontou a “confidencialidade dos processos” para explicar que não pode avançar quais as empresas que estão incluídas nessa lista. Relativamente ao tipo de trabalhadores que esses centros de serviços procuram contratar, designadamente se se trata de pessoal qualificado, Luís Castro Henriques confirmou que sim. “Estamos a falar, sobretudo, de operações que requerem pessoal qualificado, nomeadamente licenciado em áreas de engenharia, gestão e economia”. Já sobre como chegou à estimativa de criação de mais de 5.000 empregos, o presidente da AICEP adiantou que tal “resulta da informação disponibilizada pelos potenciais investidores, tendo em conta os projetos que pretendem instalar”. Acrescentou que a criação de 5.000 empregos “não se trata de uma meta, mas de uma estimativa do que poderão representar estes projetos caso Portugal seja efetivamente o destino escolhido”. Luís Castro Henriques apontou que “este valor se poderá materializar ao longo de alguns anos devido aos processos de recrutamento e instalação das próprias empresas”. Questionado sobre se há a possibilidade de serem anunciadas novidades ainda durante o primeiro semestre, o presidente da AICEP afirmou: “Estamos a trabalhar para trazer boas notícias para o país, mas não nos podemos comprometer com datas, uma vez que cada projeto tem os seus ‘timings’ e, em última instância, ainda estão em processo de decisão por parte das empresas”.

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