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CABEÇALHO

O Governo angolano quer aumentar a produção não petrolífera, estimando um crescimento da agricultura numa taxa de 5,9%, durante o ano de 2018.

O Governo angolano está a estudar a possibilidade de introduzir a obrigatoriedade de as companhias seguradoras alocarem às respetivas carteiras uma percentagem mínima para o seguro agrícola, como forma de promover o crescimento do setor.

 

Trata-se de uma das medidas que visam o aumento da produção não petrolífera constantes do plano intercalar do Governo a seis meses, para melhorar a economia nacional, e cuja concretização deverá acontecer até ao primeiro trimestre de 2018.

 

No documento, o Governo estima um crescimento da Agricultura numa taxa de 5,9% durante o ano de 2018, prevendo “uma aposta forte nas principais fileiras”, como cereais, leguminosas e oleaginosas, raízes e tubérculos, carne, café, palmar e mel. “Que, em grande parte, estão diretamente ligadas à dieta alimentar das populações do nosso país”, lê-se, no plano do Governo a implementar até março.

 

O objetivo é potenciar os setores não petrolíferos, para aumentar a receita fiscal e o rendimento angolano, tendo a Agricultura como um dos pilares.

 

Para o efeito, além das medidas para massificar o acesso ao seguro agrícola, o Governo angolano assume o objetivo de “acelerar a implementação do Programa de Produção de Sementes”, visando a utilização de sementes de “elevada qualidade”, como forma de “melhorar a produtividade agrícola das culturas”, mas também “rever todo o sistema de gestão e infraestrutura de irrigação”, para “otimizar o seu rendimento”.

 

Em 2018, o Governo quer dinamizar as culturas privadas do algodão, cana-de-açúcar, girassol, café, palmar e cacau, “promovendo a sua articulação com o setor industrial”, bem como “rever o sistema de gestão e redimensionar as atividades produtivas das fazendas de média e grande escala”. “O setor prevê também um maior dinamismo no ramo da agricultura empresarial, com o surgimento de novas explorações e fazendas de média e larga escala”, aponta ainda o plano intercalar do Governo a seis meses.

 

Angola enfrenta uma profunda crise financeira, económica e cambial desde finais de 2014, decorrente da quebra na cotação internacional do barril de crude. Após 38 anos de liderança de José Eduardo dos Santos, João Lourenço assumiu a 26 de setembro último o cargo de Presidente da República e chefe do Governo angolano.

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