NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Com receitas semestrais de apenas 18,9 mil milhões de euros na primeira metade de 2020, a Airbus sofre uma quebra considerável face aos 30,9 mil milhões de euros de receitas obtidas no primeiro semestre de 2019, passando de um lucro de 1,19 mihões de euros nos primeiros seis meses de 2019 para um prejuízo de 1,91 milhões de euros no primeiro semestre de 2020. São o reflexo dos “tempos difíceis que afetam o sector”, segundo as palavras do seu CEO, Guillaume Faury.

A Airbus passou de lucros a prejuízos de 1,91 milhões de euros, registando uma queda de 39% nas receitas consolidadas semestrais que desceram para 18,9 mil milhões de euros no primeiro semestre de 2020, o que compara com os 30,9 mil milhões de euros registados no período homólogo de 2019, agora limitadas, segundo a Airbus, pelo “difícil ambiente de mercado que afeta os negócios de aeronaves comerciais, onde ocorreu uma queda de 50% nas entregas, comparando com os períodos homólogos de anos anteriores”. Das receitas totais da Airbus, 12,5 mil milhões de euros são provenientes da divisão de aviação comercial, que registou uma quebra de 48% face às receitas obtidas no semestre homólogo de 2019 – que ascenderam então a 24,04 mil milhões de euros, segundo informações da empresa.

 

Mesmo assim, no primeiro semestre de 2020 a Airbus contou com um efeito cambial favorável nas vendas concretizadas em 2020. Nos primeiros seis meses de 2019, o resultado líquido havia sido de 1,19 milhões de euros. Os resultados por ação (EPS) passaram de 1,54 euros na primeira metade do ano passado, para um valor negativo de -2,45 euros no primeiro semestre deste ano. Ao contrário da rival norte-americana Boeing, a Airbus aumentou o número de trabalhadores, pois em 31 de dezembro de 2019 a Airbus tinha 134.931 efetivos e a 30 de junho de 2020 o número de efetivos foi elevado para 135.154 trabalhadores.

 

O construtor aeronáutico europeu entregou um total de 196 aeronaves comerciais no primeiro semestre de 2020, o que compara com os 389 aviões comerciais que entregou no primeiro semestre de 2019, entre os quais figuram 11 aviões da família A220s, mais 157 da família A320, cinco A330s e 23 A350s. A “Airbus Helicopters” registou “receitas estáveis” – refere a Airbus –, refletindo uma descida nas entregas, que se ficaram pelas 104 unidades, quando no primeiro semestre de 2019 tinha entregue 143 unidades, embora a atividade no segmento dos helicópteros tenha sido “parcialmente compensada pela prestação de maior número de serviços”. Quanto às receitas da “Airbus Defense and Space” foram impactadas por um menor volume, principalmente na “Space Systems”, além de “atrasos em alguns programas”, devidos à pandemia do Covid-19.

 

“O impacto da pandemia da Covid-19 na nossa situação financeira é agora muito visível no segundo trimestre, sobretudo porque as entregas de aviões comerciais efetuadas durante o primeiro semestre de 2020 representam metade dos aviões que entregámos no mesmo período do ano passado”, referiu o CEO da Airbus, Guillaume Faury.

Partilhar