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CABEÇALHO

A Feira Internacional de Madrid está a ponderar organizar em Portugal outros projetos, além da ARCO Lisboa. Lisboa e Porto estão na mira dos espanhóis, mas também há interesse noutras cidades.

A Feira Internacional de Madrid (IFEMA), que coorganiza a ARCOlisboa, está a “estudar” a exportação para Portugal de outros “projetos ganhadores” em Espanha, de acordo com o diretor-geral da empresa, Eduardo López-Puertas. “Estamos a estabelecer contactos em Lisboa, no Porto e noutras cidades interessantes de Portugal, onde podemos levar estes projetos, que são projetos muito ganhadores hoje em Madrid”, disse López-Puertas em entrevista à agência Lusa.

 

Criada há quase 40 anos, a IFEMA é atualmente a maior entidade organizadora de feiras em Espanha e uma das maiores em todo o mundo, tendo iniciado a sua internacionalização há três anos.

 

“O que posso dizer é que estamos a trabalhar arduamente: o departamento internacional já estabeleceu uma série de conversações e estamos a tentar fechá-las”, disse à Lusa o diretor-geral da IFEMA, que se escusou revelar casos concretos.

 

Presente no estrangeiro, principalmente em vários países da América Latina, a empresa ainda não está instalada no maior deles, o Brasil, mas assegura que tem “alguns projetos” em vista. A IFEMA teve lucros de 10,8 milhões de euros em 2018, com resultados antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) de 27,7 milhões de euros e uma faturação que alcançou os 138,5 milhões de euros.

 

Eduardo López-Puertas manifestou que está “muito satisfeito” com a “coorganização” da ARCOlisboa com a câmara municipal da capital portuguesa, um projeto “que já está consolidado“ e que coloca a capital portuguesa “no mapa das grandes feiras internacionais de arte contemporânea”.

 

“Nós temos a ‘expertise’ e, com a Câmara Municipal [de Lisboa], fizemos um projeto claramente ganhador”, disse López-Puertas. O diretor da IFEMA recordou que a primeira edição da ARCOlisboa (2016) foi organizada apenas pela empresa espanhola, mas que a parceria feita em seguida com a autarquia de Lisboa tem dado “frutos estupendos”.

 

Eduardo López-Puertas é da opinião de que a Cordoaria Nacional, onde se realiza o certame, é um edifício “emblemático e muito original”, e reconhece que o espaço é “limitado”, o que poderá levar a uma mudança de local no futuro.

 

Mudar o local da ARCOlisboa “é uma possibilidade que temos, se encontrarmos um sítio melhor, que seja mais emblemático, e que nos dê uma maior capacidade”, disse o diretor-geral da IFEMA.

 

A Fábrica Nacional de Cordoaria ou Cordoaria Nacional, como é conhecida, está classificada como Monumento Nacional e foi um estabelecimento fabril da Marinha Portuguesa onde se fabricava cabos, cordas de sisal, velas e bandeiras que equipavam os navios portugueses, de 1779 a 1998.

 

“Esta edição [da ARCOlisboa] já está em plena montagem, mas para futuras edições iremos avaliar alternativas que se apresentem de espaços para exposições”, assegura López-Puertas.

 

A IFEMA considera que a imagem da ARCOlisboa é mais importante do que eventuais benefícios económicos que possa gerar. “A ideia da ARCOlisboa é que seja uma imagem emblemática do projeto ARCO e tentamos apenas cobrir os custos”, afirmou o diretor-geral da IFEMA, insistindo que se pretende ter “uma feira de qualidade e de muito alto nível”.

 

O certame será inaugurado, para colecionadores e profissionais, no dia 15 de maio, a próxima quarta-feira, e fica aberta ao público a partir de quinta-feira, 16 de maio, até domingo, dia 19. Um total de 71 galerias, a maior parte delas de Portugal e de Espanha, participam na edição deste ano desta feira de arte contemporânea.

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