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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Com 200 empresas em montra, a têxtil portuguesa consagra no MODtissimo a imagem de indústria responsável e cumpridora, uma “segunda pele” cada vez mais procurada pelas grandes marcas de moda europeia e internacional. Mais de 130 compradores internacionais fizeram check-in logo na primeira hora depois da abertura oficial do certame que arrancou esta manhã para dois dias de exposição no Aeroporto do Porto.

“O Modtissimo tem hoje uma ligação muito forte com as plataformas internacionais. É o encontro bianual da indústria portuguesa mas tem um leque de geografias cada vez mais abrangentes”, explica Manuel Serrão, CEO da Associação Selectiva Moda, organizadora do evento. Alemanha, Holanda, Rússia e Espanha são as delegações mais representadas, mas há também já o registo de visitantes dos Estados Unidos e do Extremo Oriente.

 

Exemplo disso é a empresa japonesa Takihya, que trouxe ao Aeroporto do Porto uma comitiva de vários compradores.

 

“Estivemos na Première Vision Paris e na Milano Unica e agora fechamos a época de prospecção aqui no Porto. Apesar da feira não ter a mesma dimensão, a qualidade dos tecidos, dos acabamentos e do fitting é muito boa entre os expositores portugueses”, salienta Taishi Nakagawa, comprador da Takihya, que vem a Portugal procurar fornecedores de tecidos para colecções de moda.

 

Holanda e Alemanha são dois dos mercados que se fizeram notar na primeira manhã do MODtissimo. Miguel Porfírio, delegado da AICEP na Holanda, salienta até “uma mudança de paradigma” em relação ao mais antigo salão têxtil da península Ibérica. “O passa-palavra é muito importante e há cada vez mais empresas que nos contactam a pedirem informações sobre o MODtissimo. Hoje em dia são elas que tomam a iniciativa”, explica.

 

Fornecedores de tecidos e confeccionadores em Private Label são o que os compradores europeus mais procuram. “Portugal é líder no green trade, na produção ecológica, e as marcas europeias vêm nos produtores portugueses um elevado nível de confiança e flexibilidade”, afirma Carlos Figueiras, quadro da AICEP na Alemanha. “Quando chegam, a primeira coisa que perguntam é pelas certificações ambientais, como a GOTS”, acrescenta Miguel Porfírio.

 

A produção responsável é mesmo o grande tema de todo o Modtissimo. “A expressão ‘Feel’ serve de mote para ideia dos têxteis portugueses como uma segunda pele, que mantêm a preocupação ambiental, sustentável e a transparência nos processos”, explica Manuel Serrão.

 

Com o espaço de exposição no aeroporto totalmente lotado, são esperados ao longo dos dois dias mais de seis mil visitantes.

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