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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Manuel Gaeiras, afirmou durante o evento Portugal Exportador, do qual o Jornal Económico é media partner que neste momento “todas as economias estão sobre um severo escrutínio daquilo que são os seus desafios e taxas de crescimento”.

Manuel Gaeiras, diretor da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) mostra-se pessimista quanto aos resultados das exportações portuguesas em 2020. “As projeções para o final do ano rondam para um decréscimo das exportações na ordem dos 8,5%”, referiu no painel ”Missão: Exportar e Diversificar’, do evento Portugal Exportador, realizado esta quarta-feira, 18 de novembro, no qual o Jornal Económico é media partner.

 

“No início do ano as estimativas apontavam para um crescimento económico na ordem dos 2,3%, o que a nível global podemos dizer era pouco robusto e antecipava já as tensões entre os Estados Unidos e a China e a questão do Brexit. Neste momento, de acordo com as previsões temos um decréscimo na economia mundial que poderá terminar o ano  com cerca de 4,6%”, explicou o responsável.

 

Os dados globais apontam para um comércio mundial com um decréscimo de 11,6%, sendo que o único país que terminará o ano com um crescimento de 1,8% e muito abaixo das previsões do ínicio do ano será a China. “O movimento da pandemia neste momento não atinge da mesma maneira todas as economias, que estão todas sobre um severo escrutínio daquilo que são os seus desafios e taxas de crescimento”, realça Manuel Gaeiras.

 

Para o diretor da AICEP, as oportunidades digitais são hoje um desafio para as economias. “O comércio eletrónico era uma realidade antes da pandemia e hoje é uma afirmação e o futuro. No final do ano irá dobrar os valores de 2019 e atingirá perto de 5,9 mil milhões de euros”, frisa.

 

Manuel Gaeiras recorda que quando a crise da pandemia surgiu, Portugal estava no expoente máximo das exportações. “No início do ano estavamos com um grau de abertura da nossa economia perto dos 90%, mas fruto da pandemia e da quebra nas exportações e importações baixou para 75%”, salienta.

 

Sobre as medidas tomadas pela AICEP para apoiar as empresas portuguesas, o responsável destaca a campanha ‘Portugal Open for Business’ que tem tido uma aceitação muito positiva. “Temos de promover a imagem de Portugal ao nível dos mercados internacionais e estamos aqui para a ajudar as empresas”, sublinha.

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