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CABEÇALHO

A decisão de Donald Trump de suspender por 30 dias as viagens da Europa para os EUA, está a levar o índice europeu que reúne as maiores cotadas no setor das viagens e lazer a cair mais de 10%, para mínimos de 2013.

O anúncio de Donald Trump, de que vai suspendeu por 30 dias as viagens da Europa para os Estados Unidos, está penalizar fortemente as ações das companhias aéreas e relacionadas com o turismo. Os títulos estão a afundar para mínimos de sete anos.

 

De acordo com a Bloomberg, o Stoxx 600 Travel & Leisure -  o índice europeu que reúne as maiores cotadas no setor das viagens e lazer, onde se incluem as companhias aéreas – está a cair mais de 10%.

 

Entre as principais companhias áreas, a Lufthansa está a cair quase 12%, enquanto a IAG, a casa-mãe da British Airways, perde 11%. Já a Air France KLM afunda perto de 14%. De acordo com a Bloomberg, a empresa diz estar a "rever as suas operações" e o impacto da decisão dos EUA no negócio. 

 

Foi durante a madrugada que o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou uma suspensão das viagens da Europa para os Estados Unidos durante um período de 30 dias. O responsável pediu ainda que se evitem viagens não essenciais e garantiu que em breve serão tomadas "medidas sem precedentes" para alívio financeiro dos trabalhadores que não possam trabalhar devido à doença, mas sem especificar.

 

Além das companhias aéreas, outros títulos relacionados com o setor do turismo, nomeadamente operadores de aeroportos, como a Fraport AG e a Aeroports de Paris, estão a recuar em bolsa. Também o maior operador mundial de lojas "duty-free", a Dufry, está a ceder 20%.

 

De acordo com uma estimativa da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA, na sigla em inglês), o surto de coronavírus vai custar entre 63 mil milhões a 113 mil milhões de dólares às receitas das companhias aéreas este ano.

 

A confirmar-se esta quebra de receitas de 113 mil milhões de dólares, o volume de negócios das companhias aéreas irá descer 19% este ano face ao obtido em 2019, sendo um impacto financeiro equivalente ao sentido durante a crise económica de há uma década. Segundo Alexandre de Juniac, diretor-geral da IATA, "a situação que resulta do Covid-19 não tem quase precedentes".

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