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O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, está em Pequim para uma visita oficial que visa impulsionar os negócios e os laços políticos, não obstante as diferenças no tocante à Síria e à região chinesa de etnia uigur.

Esta visita à China, a primeira em 27 anos realizada por um primeiro-ministro da Turquia, surge na sequência da deslocação, em fevereiro, do vice-presidente chinês, Xi Jinping, a Ancara e a Istambul, no âmbito da qual os dois países assinaram acordos avaliados em milhões de dólares.
 
Segundo a agência oficial chinesa Xinhua, Recep Tayyip Erdogan faz-se acompanhar de uma delegação composta por 300 empresários, com vista a atrair mais investimento chinês e também a aumentar as exportações turcas.
 
Antes de partir para a China, Erdogan afirmou que Ancara e Pequim podem cooperar em áreas como a energia, construção civil, banca, informação e telecomunicações, de acordo com a agência estatal chinesa.
 
O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros indicou que Erdogan realizou no domingo uma primeira paragem em Urumqi, capital de Xinjiang, no noroeste da China, "casa" de uigures que etnicamente estão relacionados com os turcos.
 
Tensões étnicas têm conduzido à violência na região nos últimos anos, tendo as relações entre os dois países sido afetadas em 2009, altura em que uma nova onda de violência estalou em Xinjiang, e Erdogan descreveu o uso exagerado da força por parte da China contra os manifestantes anti-Governo como um tipo de genocídio.
 
Contudo, quando Xi Jinping esteve na Turquia, os dois lados tentaram minimizar as questões mais sensíveis.
 
Segundo a Xinhua, a Turquia planeia instalar uma zona industrial em Xinjiang.
 
Erdogan deve encontrar-se ainda hoje com o homólogo, Wen Jiabao, e na terça-feira com o presidente chinês, Hu Jintao. A sua agenda inclui ainda uma deslocação a Xangai, centro financeiro da China.