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CABEÇALHO

O setor dos transportes mais que duplicou a criação de novas empresas, com uma subida de 113,2%. O índice afirma que este crescimento se verificou por causa da promulgação dos veículos de transportes de passageiros ocasionais, com a designação TVDE.

O mês de abril marcou, mais uma vez, um recorde ao nível de criação de novas empresas. Até ao fim do quarto mês do ano foram criadas 19.486 empresas, mais 12,6% que no período homólogo em 2018, de acordo com o mais recente barómetro da consultora Informa D&B, divulgado esta quarta-feira.

 

Embora durante os últimos anos, as atividades imobiliárias, o alojamento e a restauração tenham apresentado um franco crescimento, ficaram estagnados no mês de abril. Nos primeiros quatro meses de 2019, a criação de novas empresas nas atividades imobiliárias apresentou uma redução de 6,2%, enquanto o alojamento e a restauração caiu em 1,8%.

 

O setor da construção ultrapassou estes segmentos de atividade na criação de novas empresas. Até ao final do mês passado, a construção conseguiu criar 2.345 novas empresas mas, ainda assim, não conseguiu ultrapassar os serviços. Todos estes números fazem com que a construção tenha verificado uma das maiores subidas neste facto, com mais de 40,5% em comparação com o mesmo período de 2018.

 

O setor dos transportes mais que duplicou a criação de novas empresas, com uma subida de 113,2%. O barómetro afirma que esta subida se verificou devido ao “transporte ocasional de passageiros em veículos ligeiros”, que se confirmou com o aumento de veículos associados às plataformas eletrónicas.

 

Os encerramentos, no mês de abril, foram mais visíveis nos setores da agricultura e outros recursos naturais (25,6%) e das tecnologias de informação e comunicação (12,7%). Embora estes encerramentos tenham ficado equilibrados no fim do primeiro trimestre, em abril, voltou a verificar-se uma subida de 2,5% face ao mesmo período de 2018.

 

Já as insolvências caíram, tendo sido apresentadas apenas 743 novas, o que significa menos 14,8% em relação a abril de 2018. A indústria (16%) e os transportes (11,8%) foram os únicos setores a registar mais insolvências que o ano passado.

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