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CABEÇALHO

O Instituto Nacional de Estatística confirmou esta segunda-feira que o índice de preços no consumidor registou uma quebra de 0,3% em julho em termos homólogos, entrando em deflação. O índice harmonizado, que permite comparações com as restantes economias da União Europeia, caiu 0,7%, apontando para a taxa mais baixa na zona euro em julho, tendo em conta os dados já divulgados por outros países.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou esta segunda-feira que a taxa de inflação em julho entrou em terreno negativo, com o índice de preços no consumidor a cair 0,3%, em termos homólogos, ou seja, em relação ao mesmo mês do ano anterior. Se a variação for medida em termos de índice harmonizado, que permite comparações com outras economias da União Europeia, a quebra foi de 0,7%. É a primeira vez que uma situação de quebra de preços mensal é registada desde fevereiro de 2015.

 

No conjunto das taxas harmonizadas de inflação já divulgadas por outras economias do euro, a portuguesa é, atè à data, a mais baixa em julho: a inflação em Itália foi de 0,3%, na Grécia de 0,4% e na Irlanda de 0,5%. Na terça-feira é divulgada a inflação em Espanha e na Alemanha (a mais importante economia do euro). A estimativa rápida para a inflação no conjunto da zona euro, divulgada pelo Eurostat no final de julho, aponta para uma descida da inflação para 1,1%. A divergência entre a situação em Portugal e na média da zona euro é. agora, de 1,8 pontos percentuais. Uma nova estimativa para a zona euro por parte do organismo de estatística da Ubnião Europeia só é publicado a 19 de agosto.

 

Depois de uma estimativa rápida divulgada no final de julho, o INE voltou a sublinhar que a quebra de julho se deveu ao efeito conjugado de três fatores: a variação negativa dos preços no sector de restauração e hotelaria; as reduções de preços verificadas no vestuário e calçado, em consequência de uma maior intensidade nas promoções de final de época; e a alteração da taxa de IVA aplicada ao termo fixo das tarifas de eletricidade e gás natural.

 

A inflação subjacente (excluindo as componentes mais voláteis do índice de preços, os produtos alimentares não transformados e os energéticos) em julho caiu, também, para terreno negativo, tendo registado uma quebra de 0,1%.

A variação média dos preços nos últimos doze meses baixou para 0,7%.

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