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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Fábrica da Hovione a produzir em exclusivo para entidades públicas como autarquias e unidades de saúde. Gel desinfetante será doado.

“Mais 23 milhões e 400 trabalhadores na Hovione, com elogios de Costa.” Era assim registada há apenas dois meses a inauguração do novo laboratório da multinacional portuguesa em Loures, um projeto de luxo e com capacidade de trabalho e contratação igualadas por poucos em Portugal. Agora, a Hovione decidiu pôr a unidade a trabalhar em exclusivo para ajudar no combate ao novo coronavírus.

 

Trata-se de uma “doação da Hovione num momento em que Portugal inteiro deve mobilizar-se para ajudar a reduzir o impacto e a propagação do covid-19”, justifica o responsável da empresa, Guy Villax.

 

“A Hovione está a colaborar com as autoridades portuguesas, tendo dedicado uma linha de produção na fábrica de Loures para produzir gel desinfetante, fabricado de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde, e doá-lo a entidades públicas nacionais, hospitais e outras organizações que dele necessitam”, explica a empresa, que quer, assim, ajudar a responder à necessidade de preencher as falhas de fornecimento de gel desinfetante no país. Recorde-se que esta tem sido uma das principais carências denunciadas nas unidades de saúde e outras entidades oficiais diretamente envolvidas na contenção da pandemia covid-19.

 

“O gel desinfetante produzido na Hovione não será comercializado ou fornecido a grossistas ou ao público – mas entregue diretamente as instituições que farão a sua própria distribuição interna”, sublinha ainda a empresa liderada por Guy Villax.

 

Nos últimos dias, várias empresas têm posto os seus serviços à disposição das autoridades para ajudar a combater a pandemia – caso das microcervejeiras, que concentraram também a sua produção na produção de desinfetante (leia mais aqui).

 

Para a Hovione, a experiência não é inédita. “Nós começámos por produzir este gel em Macau, onde temos uma fábrica, porque esgotou no território e precisávamos de proteger os nossos colaboradores”, explica o diretor-geral da empresa. “Estamos a fazer o mesmo em Portugal. Não comercializamos o gel desinfetante nem o entregamos a grossistas ou particulares, a nossa produção vai para entidades que precisam de proteger as suas pessoas pois estas têm de continuar a trabalhar e a servir a comunidade”, sublinha Guy Villax.

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