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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Seguindo a tendência negativa registada pelo setor têxtil e do vestuário, as vendas de sapatos portugueses no estrangeiro caíram 6% em 2019. É o segundo ano consecutivo de perdas, recuando para os valores de 2013.

As exportações da indústria portuguesa do calçado caíram 5,7% em 2019, para um total de 1.791 milhões de euros, depois de já terem recuado cerca de 3% no ano passado. Esta quebra homóloga é justificada com o comportamento "muito adverso" das principais economias europeias, onde faz 85% das vendas ao exterior.

 

Ao comercializar menos 107 milhões de euros do que no anterior – acompanhando o têxtil, que encolheu as exportações pela primeira vez em dez anos –, o calçado segue a tendência da fileira e recua seis anos em termos de valor, para níveis equivalentes aos de 2013, segundo contabiliza o Dinheiro Vivo.

 

Ainda assim, Paulo Gonçalves, porta-voz da associação do setor (APICCAPS), destacou à mesma publicação que este setor dito tradicional, com forte implantação na região Norte, conseguiu "recuperar alguma coisa" no segundo semestre, uma vez que tinha caído 9% nos primeiros seis meses do ano.

Assente num inquérito de conjuntura realizado junto dos empresários, o responsável de comunicação falou ainda num "otimismo moderado" para 2020, após interromper uma década de crescimento fora de portas, durante a qual multiplicou por quatro o número de mercados, ultrapassando os 160.

 

Liderada pelo empresário Luís Onofre e ambicionando ser líder no desenvolvimento de soluções sustentáveis, a autoproclamada "indústria mais sexy da Europa" lançou no arranque deste ano uma campanha mundial em que "calça" a sustentabilidade como objetivo para o futuro.

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