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CABEÇALHO

Só na Europa as insolvências poderão afetar 13 mil empresas, tendo em conta que o volume de negócios das empresas da zona do euro “tenha uma quebra de entre 15% e 25% até ao pico da crise”, segundo estudo da Euler Hermes.

As medidas de contenção relativas ao novo coronavírus (Covid-19), aplicadas em vários países do mundo, como a obrigação de isolamento social e as restrições fronteiriças, podem representar um custo de 700 mil milhões de euros no comércio mundial durante o primeiro trimestre de 2020, de acordo com uma estimativa da Euler Hermes.

 

A principal consequência descortinada pela seguradora é que poderá registar-se “um aumento de 14% das insolvências em todo o mundo durante o ano de 2020. Só na Europa as insolvências poderão afetar 13 mil empresas, tendo em conta que o volume de negócios das empresas da zona do euro “tenha uma quebra de entre 15% e 25% até ao pico da crise”.

 

A estimativa tem por base o cenário de “forte recessão” económica, sobretudo na zona euro e nos Estados Unidos: “o produto interno bruto da zona euro, tal como o da Alemanha, a maior economia europeia, deverá registar uma contração de -1,8%; em Itália, o país até agora mais afetado pela pandemia, o crescimento ficará nos -3,5%; nos EUA deverá ser de 0,5%. Isto, considerando um mês de fortes medidas de contenção da propagação do vírus. Se as medidas se prolongarem por mais um mês, a fatura sobe”, lê-se no comunicado enviado à redação esta quarta-feira, 1 de abril.

 

Por isso, a Euler Hermes calcula que a economia mundial vai avançar apenas 0,8%, um valor que representa uma travagem face à estimativa inicial para 2020, designadamente um crescimento de 2,4% (em 2019 a economia mundial evoluiu 2,5%).

 

“Antes da epidemia da Covid-19, já se antecipava uma desaceleração económica internacional, mas em muito menor escala.

 

O atual surto reforçou largamente esta tendência, uma vez que está a colocar as economias e as empresas sob uma pressão intensa”, acrescenta o comunicado da seguradora.

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