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CABEÇALHO

Marca portuguesa de mobiliário de luxo investe 1 milhão numa fábrica em Paços de Ferreira. Quer duplicar receitas este ano.

O desejo de mostrar ao mundo o que os portugueses fazem de melhor levou Pedro Oliveira a criar uma coleção de mobiliário de luxo por medida inspirado em pedras preciosas. Dois anos depois, a Muranti dá emprego a 28 pessoas, acaba de investir um milhão de euros numa fábrica em Paços de Ferreira, criando 24 novos postos de trabalho até ao final do ano, e está presente em mais de 20 mercados, com China, Rússia e Estados Unidos na mira.

 

“Prevemos um aumento de faturação de 50% em relação a 2018. O desafio é grande e ambicioso, mas temos todas as condições para o atingir. Prova disso é o volume de faturação e os projetos adjudicados em quatro meses, que já equivalem ao nível de faturação do ano passado”, revela o CEO Pedro Oliveira. Em 2018 a marca de móveis de luxo gerou mais de 450 mil euros.

 

Com uma área de três mil metros quadrados, a fábrica possibilita à Muranti ter uma unidade de produção e todos os processos necessários à criação das peças, de marcenaria a estofos, serralharia, trabalho de vidro, luz e acabamentos. “Será um centro de prototipagem e ao mesmo tempo um centro de produção”, explica Pedro Oliveira. E permitirá à equipa criativa testar ao minuto as ideias para futuras coleções, mas também dar acesso aos clientes aos bastidores da criação das peças.

 

“Para os clientes será mais vantajoso, uma vez que poderão visitar a produção das suas peças, constatar diretamente a qualidade e acabamentos do produto. Assim como ver tudo o que fazemos, visitando o showroom (de 105 metros quadrados) com os mais variados produtos.”

 

China e Rússia são apostas

 

De Paços de Ferreira vão ser produzidos para mais de 20 mercados internacionais produtos best-seller como a poltrona Nukie, o banco Cyprus, o sofá Ruby ou a mesa de cabeceira Kylki ou ainda a cadeira de sala Zukie. Uma produção dirigida, sobretudo, ao mercado externo. “A forma artesanal como é desenvolvido e as técnicas ancestrais utilizadas fazem que cada produto seja único. Além disso, o nosso posicionamento é alto e Portugal não investe muito em imobiliário de qualidade.”

 

França, Índia, Emirados Árabes Unidos e Marrocos são os mercados mais representativos ao nível das receitas. Mas a Muranti já definiu novos alvos. “Neste ano iremos abordar o mercado russo e também reforçar a presença na Europa. Serão mercados cujo feedback das feiras foi positivo mas que ainda não estão 100% materializados”, diz Pedro Oliveira. “Os Estados Unidos são um mercado com o qual temos vindo a trabalhar, pois pretendemos melhorar os índices de receita.”

 

E não é tudo. A verdade é que há hoje um mercado incontornável para uma marca de luxo: a China. A entrada faz-se através de um representante. “Conhecer a cultura e a língua são uma mais-valia e a presença frequente transmite mais confiança aos clientes”, explica o representante. “Torna-se fundamental apostar neste mercado, que acreditamos vir a representar uma percentagem interessante nas receitas. O poder de compra dos chineses é cada vez maior.”

 

É possível encontrar peças Muranti à venda online, em sites como ArchieExpo ou Eporta (apelidado de Airbnb design de interiores), mas esta não é uma aposta. “Não pretendemos, de momento, fazer comércio online, devido ao segmento alto em que trabalhamos e às especificidades do produto.” 

 

 

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