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CABEÇALHO




Empresa do grupo RAR quer aproveitar o elevado consumo de chocolate e o poder de compra da região.

A Imperial, fabricante de chocolates do universo do grupo RAR, está a centralizar os esforços comerciais nos "países emergentes". A aposta é sobretudo nos mercados do Médio Oriente, que oferecem "grandes janelas de oportunidade", como salienta a presidente-executiva da empresa, Manuela Tavares de Sousa.

 

A líder da produtora das famosas sombrinhas Regina explica que essa região tem "elevado poder de compra", "um consumo ‘per capita' muito elevado de chocolate" e "valoriza a qualidade e a sofisticação dos produtos".

 

Por isso, está a trabalhar esse mercado há cerca de três anos, tendo já iniciado as exportações, nomeadamente para o Qatar. Nesta fase, a Imperial já consegue seleccionar e ajustar a gama de produtos às tendências desses mercados e trabalhar a abordagem junto dos operadores da distribuição moderna e do canal ‘duty free', adiantou Manuela Tavares de Sousa.

  

A empresa de Vila do Conde, que coloca produtos em 40 países, tem feito vários esforços no sentido de reforçar a componente exportadora, sobretudo com a participação em feiras internacionais do sector. Esses eventos, realça a gestora, permitem "evidenciar a dinâmica da empresa em termos de capacidade de inovação" e apresentar o "portefólio que todos os anos é lançado ou renovado". A . América Latina, onde se destaca o Brasil e a Venezuela, representa já 15% das vendas da empresa, que têm ainda em África (Angola, África do Sul e Moçambique) e na Europa de Leste outros destinos de exportação.

 

No ano passado, a Imperial foi responsável por um volume de vendas de 21 milhões de euros, registando um aumento da ordem dos 3% face a 2010. O mercado externo representou 21% das vendas da empresa e cresceu 12% face a 2010, adiantou Manuela Tavares de Sousa. Já para este ano, a gestora perspectiva um aumento nas vendas, estimativa para a qual o mercado interno também deverá contribuir positivamente. Segundo avançou, a. Imperial cresceu 14% nos últimos três anos no mercado nacional e 50% nas exportações. Para estes indicadores têm contribuído o "aumento de visibilidade das marcas nos pontos de venda e a expansão para novas geografias", frisou.