NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Com o encerramento de fronteiras, um pouco por todo o mundo, esta crise voltou a demonstrar a dependência de muitos países de fornecedores estrangeiros. A juntar a isto, a perspetiva de uma nova crise económica, dão novo folgo à importância de produzir e consumir produtos nacionais. E os portugueses inquiridos pelo Observador Cetelem Consumo 2020, parecem concordar.

Cerca de 49 por cento dos portugueses encaram o consumo de produtos nacionais como “prioritário”, seguidos por 45 por cento que dizem ser “importante”. Quando questionados sobre os motivos de consumir produtos made in Portugal, os inquiridos referem que o contributo para a criação de emprego (82 por cento); promoção do desenvolvimento económico (62 por cento); e a qualidade superior dos produtos (57 por cento).

 

Para os nacionais, os produtos portugueses são ainda “mais seguros, cuja origem e composição são conhecidos” (28 por cento). Para 23 por cento o apoio à produção local é ainda importante para a promoção de laços sociais. São ainda mencionados como sendo uma forma de “preservar o saber fazer” (11 por cento); de limitar o impacto ambiental (9 por cento); e como sendo mais baratos, em comparação com os importados (5 por cento).

 

Quando questionados sobre o que significa o consumo de produtos locais, produzidos em Portugal, a maioria dos portugueses assume como um “dever” (52 por cento). De seguida, 30 por cento referem que este é um objetivo que se propuseram alcançar.

 

Há mesmo quem diga que consumo de produtos locais é um “ato patriótico” (29 por cento), ou um “orgulho” (19 por cento). Mas os portugueses continuam preocupados com a sua pegada ecológica e 12 por cento referem que esta é uma “ação em prol do ambiente”.

 

Os dados registados este ano revelam uma tendência crescente na importância do consumo local face ao registado no Observador Cetelem Consumo em 2019, em que 45 por cento dos portugueses já afirmavam que comprar produtos locais era um dever (menos sete pontos percentuais do que este ano). Os dados da altura revelavam ainda que para 28 por cento era um objetivo a alcançar e 27 por cento assumia mesmo como um ato patriótico.

Partilhar