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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O castelhano foi uma das línguas mais ouvidas pelos corredores do MODtissimo – apenas a convite da Selectiva Moda e com o apoio da AICEP, estiveram presentes 15 compradores e 5 jornalistas – com muitas marcas e empresas do país vizinho em busca de fornecedores próximos e de confiança. Malhas e tecidos de qualidade, uma confecção atenta ao detalhe e a garantia de entregas rápidas é o que procuram.

Diretamente de Madrid, Beatriz Peñalver foi uma das compradoras espanholas a percorrer os 200 stands do MODtissimo. Proprietária de uma marca de moda feminina em nome próprio – que para além de uma loja online vende também em plataformas como a net-a-porter – a designer veio ao Porto à procura de matérias-primas e novos fornecedores.

 

“Atualmente faço quase todas as minhas colecções no Sul de Espanha, mas como Portugal também está perto, é prático e confortável para visitar e ver as produções”, explica a designer que veio ao MODtissimo pela primeira. “Procuro qualidade e variedade e aqui descobri vários fornecedores com muito potencial”, acrescenta.

 

À imagem de vários outros compradores internacionais, a designer de Madrid ficou surpreendida pela seriedade com que os portugueses olham para o tema da responsabilidade ambiental. “Não tinha esta noção, e agora começo a pensar em apresentar a minha primeira colecção sustentável”, adianta.

 

Natalia Masián (na foto), proprietária de uma marca de moda  inspirada no flamenco, foi outra das compradoras de visita ao MODtissimo. Para além de tecidos, licras e elásticos, procurava também confeccionadores.

 

“Há produtos de grande qualidade, nota-se que o sector têxtil português está de boa saúde”, salienta, notado a forte aposta na vertente de sustentabilidade. “Surpreendeu-me este tema, porque até nos acessórios os portugueses têm alternativas recicladas. É bom, porque neste momento uma marca, para além das linhas tradicionais, deve apresentar alternativas sustentáveis”, afirma.

 

“O futuro está em humanizar as marcas, e para isso são precisos fornecedores de confiança e que permitam rastrear a sua origem”, acrescenta José Gutierrez (foto), outro espanhol de visita ao MODtissimo. Proprietário de uma marca de vestuário desportivo para a prática de ginástica, yoga, culturismo e outros desportos, o empresário veio ao Porto à procura de tecidos técnicos e de confecionadores. “Encontrei aqui artigos de grande qualidade, encarecem a produção mas compensa a longo prazo”, explica.

 

“Portugal tem a vantagem de poder garantir séries mais curtas e entregas mais frequentes e com garantia de qualidade, fiabilidade, proximidade e sustentabilidade”, resume Luís Moura, delegado da AICEP em Madrid, explicando que há em Espanha uma crescente procura pela etiqueta “Made in Portugal”.

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