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CABEÇALHO

De acordo com um estudo publicado recentemente pelo EY Item Club, espera-se que o consumo privado cresça a um ritmo mais acelerado que o PIB no próximo ano.

As projeções apontam para um crescimento do primeiro de 1.6% e 1.7% em 2019 e 2020, respetivamente, mas de apenas 1.3% em 2019 e 1.5% em 2020 para o PIB.

 

Ainda assim, o incremento esperado no consumo privado representa um abrandamento face aos últimos três anos dado que em 2016, 2017 e 2018 a taxa de crescimento foi de 3.2%, 2.2% e 1.8%.

 

Howard Archer, economista chefe do EY Item Club, afirmou que “a melhoria do poder de compra significa que os consumidores têm sido significativamente menos afetados nas suas decisões de consumo do que as empresas pelas incertezas sobre a economia e o Brexit”.

 

Archer juntou ainda que “apesar da confiança do consumidor ter atingido no final de 2018/início de 2019 o valor mais baixo desde 2013, as perceções dos mesmos sobre finanças pessoais e a predisposição para consumir mostraram-se no geral bastante melhores que a visão sobre a economia”.

 

Nos últimos três anos, o crescimento real do rendimento disponível tem mostrado uma aceleração substancial de ano para ano. De facto, em 2016 a rubrica apresentava um crescimento de 0.2% e no ano seguinte aumento 0.5pp. Porém, foi em 2018 que se registou uma taxa de crescimento de 2.2.% do rendimento real disponível.

 

Contudo, as estimativas para o crescimento real do rendimento disponível das famílias para os próximos dois anos apontam para um abrandamento após o pico observado em 2018.

 

Archer é da opinião que os rendimentos atingiram um pico no início de 2019 e que é bastante provável que se mantenham substancialmente abaixo deste nível no resto do ano e possivelmente depois. O economista defende que as empresas terão de ajustar a sua resposta a uma economia que se apresenta pouco dinâmica, “às incertezas prolongadas do Brexit, a uma instável situação política interna e um ambiente global desafiante”.

 

Na semana passada, o Banco de Inglaterra tornou pública a sua expectativa de que o PIB não irá crescer no segundo trimestre do ano, sendo que esta projeção resulta de um ajustamento para baixo da previsão inicial de um crescimento de 0.2%.

O Comité para a Política Monetária atribui esta revisão negativa do crescimento do PIB a um abrandamento na acumulação de stocks por parte de empresas britânicas e da UE, o qual tinha contribuído positivamente para o PIB no primeiro trimestre do ano.

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