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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Segundo a sabedoria Oriental temos dois cérebros. O primeiro cérebro está no crânio e processa a nossa existência racional e funcional.

O second brain, o nosso aparelho digestivo – Ta Tien – situa-se na região abdominal e processa os nossos sentimentos e as emoções. No Ocidente somos treinados para pensar com a cabeça, mas não para sabermos gerir os nossos second brain feelings. O gut feeling, por exemplo, é um dos mais complexos e qualificados pensamentos e, no entanto, é pouco estudado, exercitado e respeitado.

 

A gestão de uma marca, contudo, depende muito do entendimento da natureza humana e da capacidade de endereçar o nosso segundo cérebro. A título de exemplo, na moda a evolução fez-se do racional para o emocional if it fits you evoluiu para how it fits you, para ser agora how it feels to you.

 

A gastronomia fez um percurso semelhante, tendo hoje os chefs ultrapassado em número e em expressão criativa os criadores de moda, o que há 20 anos seria inimaginável. Esta emergência deve-se à “fome” de satisfação dos quadrantes menos funcionais. As necessidades estéticas e emocionais, a par da preocupação do envolvimento de todos os sentidos, faz hoje da gastronomia, no seu todo, uma das principais tendências do mundo do consumo e um dos mais importantes agregadores da marca de Portugal.

 

Diz-se que comer à mesa de um tempo tântrico é o mais excitante e completo dos prazeres; que comer é um ativador de sentidos, sentimentos e emoções e que, talvez por essa razão, à mesa se julgue a humanidade. Certamente por estas razões, acrescenta o ditado, os homens conquistam-se pelo estômago. A oportunidade da marca de Portugal está em “sentar” o mundo à nossa mesa.

 

Portugal é um dos países mais ricos do mundo em termos de história e cultura gastronómica. A gastronomia portuguesa pode ser o principal agregador da economia, pois para além do turismo, impacta diretamente o setor agroalimentar ligado aos nossos recursos endógenos, mas impacta também outras indústrias, nomeadamente o vidro, a cerâmica, a cutelaria, o têxtil, o mobiliário, etc.

 

A marca de Portugal está em cima da mesa, para ser “cozinhada” como uma sublime refeição multissensorial; uma imensa sinfonia de sabores, despertadores dos sentidos paladares dos segundos cérebros do mundo.

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